Início Arquivo

Franchising: Facturação do sector cresceu 11,7% em 2005

O volume de negócios resultante da actividade de franchising em Portugal subiu 11,7% no ano passado, face a 2004, cifrando-se nos 3,3 mil milhões de euros, anunciou o Instituto de Informação em Franchising (IIF), conforme foi divulgado pelo Diário Económico. O franchising traduz-se num modelo de desenvolvimento de negócio em parceria, no qual uma empresa concede a outra o direito de usar a marca, vender produtos ou serviços e utilizar o mesmo modelo de gestão em troca de uma contrapartida financeira (pagamento de royalties, taxa de publicidade, entre outras). De acordo com o 11º Censo «O franchising em Portugal», divulgado no dia 11 de Abril, esta subida da facturação inclui a entrada de novas marcas no mercado português. Excluindo esse efeito, a facturação das marcas já existentes deverá ter crescido cerca de 5%. O número de unidades (lojas, estabelecimentos) em funcionamento atingiu os 9.830 no ano passado, contra as 9.160 registadas em Dezembro de 2004, o que representa um crescimento de 7,3%. Excluindo a entrada de novas marcas, o crescimento foi de 5,7%. O franchising gerou no ano passado mais de 2.700 postos de trabalho efectivos, segundo o Censo do IIF, que indica que no final de Dezembro existiam 58.849 trabalhadores, «o que representa mais de 1% do emprego em Portugal». Em declarações, o director-geral do IIF, Eduardo Miranda, explicou que este crescimento foi sustentado pela entrada de 73 novas marcas. Segundo o 11º Censo, no final do ano passado o número de franchisadores ascendeu a 429, contra 395 em 2004. «Em 2005 houve muitas entradas e menos saídas», disse Eduardo Miranda, adiantando que no ano passado o sector «foi muito marcado pela presença de marcas nacionais». No ano passado entraram no mercado 21 marcas portuguesas de franchising, atingindo um total de 194 redes, o que representa 45,2% do total, enquanto 39 deixaram de expandir-se ou encerraram (em 2004 tinham saído 57 marcas). «Outra das tendências detectadas neste Censo é o domínio dos serviços em detrimento do comércio», sublinhou Eduardo Miranda, já que passaram a representar 46% das unidades. O comércio (com um peso de 44%) e a restauração (9,6%) continuam, no entanto, a ser dois sectores com peso nas redes de franchising em Portugal.