Início Arquivo

frica do Sul recupera ITV

A evolução das dificuldades sentidas pela indústria têxtil e vestuário da África do Sul é evidente nos números das perdas de postos de trabalho. Em 2010, um total de 10.119 postos de trabalho reais foram eliminados pelo sector, mas este número caiu para quase metade, 5.338, em 2011 e para 5.330 em 2012. Em 2013, a queda foi ainda menos acentuada, atingindo os 3.416 postos de trabalho perdidos, de acordo com Andre Kriel, secretário-geral do Southern African Clothing and Textile Workers’ Union (SACTWU). O ministro do desenvolvimento económico Ibrahim Patel também revelou que o sector têxtil tem conseguido muito em termos de salvar empregos. Kriel atribui a recém-descoberta estabilidade ao «apoio decisivo do governo» e à campanha “Save Jobs” do sindicato. O diretor-executivo da Textile Federation (Texfed), Brian Brink, concorda que os incentivos de produção e subsídios governamentais têm ajudado. «O Programa de Melhoria da Competitividade do Vestuário e do Têxtil (CTCIP) contribui decisivamente para que as empresas de vestuário e de têxteis atualizassem instalações, equipamentos e tecnologia». Deste modo, Brink acredita que mais poderá ser feito, nomeadamente contra as importações de têxteis baratos que assolam o sector. «Mais de um terço de todos os tecidos importados para a África do Sul estão livres de direitos, quer no âmbito dos acordos de livre comércio ou através do sistema de descontos duty-free», observa. Apesar dos direitos nominais sobre os tecidos serem de 22%, o imposto médio pago na importação de tecidos para a África do Sul é de 10,8%. Brink afirma que a sua organização tem vindo a levantar o problema desde 2001 e «o progresso é lento», embora a questão tenha sido abordada. Kriel explica que o governo introduziu um sistema de preços de referência para parar o dumping nas importações e, em março, o parlamento reformou a Lei de Controlo Aduaneiro da África do Sul para aumentar o controlo sobre as importações ilegais. Enquanto isso, o South African Revenue Service (SARS) declarou recentemente a indústria têxtil e vestuário como sendo «um sector estratégico», o que significa que as importações ficarão sob escrutínio especial, para acabar com o contrabando e a contrafação. «De outra forma, a nossa indústria é internacionalmente competitiva em preços, qualidade e prazos de entrega», sustenta Kriel. Quanto às matérias têxteis, o principal produto de exportação da África do Sul é a fibra de lã em bruto e os seus principais mercados de exportação são a China e a Itália.