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Funcionários desaparecidos preocupam comerciantes

Nos passados dias, as lojas perdidas, a saúde e o paradeiro dos empregados são o principal centro das atenções para os retalhistas que têm lojas perto ou mesmo no World Trade Center. Felizmente, as lojas localizadas no centro estavam situadas na base das torres, tornando a fuga fácil para os empregados. Os funcionários da Gap conseguiram sair do edifício a salvo, tal como os da Brooks Brothers, que se situava do outro lado da rua frente ao Centro. A companhia TJX Cos, sediada em Boston, foi muito atingida, perdendo sete empregadas que viajavam a bordo do avião da American Airlines que se despenhou contra a torre norte. Apesar de muitos dos centros comerciais em todo o país terem reaberto as suas portas na passada quarta-feira, muitas lojas em Nova Iorque continuam fechadas. Os desfiles de moda Primavera-Verão 2002 a ter lugar em Nova Iorque, Manhattan, foram adiados para 22 de Outubro. As perdas imediatas, tanto em termos de vidas como de bens, estão em primeiro plano na mente de todos. Os acontecimentos de Terça-feira criaram receio em relação a uma abrupta descida de despesas por parte dos consumidores, que era neste momento único bastião estável de uma economia que parece cada vez mais instável. Apesar de muitos analistas concordarem que a tragédia terá apenas um efeito temporário nos hábitos dos consumidores, o consenso é de que as despesas deverão diminuir nos próximos dias, dado isso muitos irão sentir que não é apropriado estar a comprar itens não essenciais após o ocorrido na passada Terça-feira. Contudo, um analista da AG Edwards, Robert Buchanan, vincou a importância de não reagir com exagero, «não esperando o pior». Alimentando o mesmo espírito optimista, o analista da Goldman Sachs, George Strachan, realçou que o verdadeiro aumento salarial e de lucro, que são dois pilares chave da economia, permanecem fortes.