Início Destaques

Futuro da ITV em debate

Amanhã, 24 de novembro, empresários, políticos e jornalistas reúnem-se no Citeve, em Famalicão, para o XVII Fórum da Indústria Têxtil. O evento, organizado pela ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, tem como tema nesta edição “Nos 50 anos da ATP, a indústria têxtil desafia o futuro”.

Os desafios e as oportunidades o sector estarão em debate nesta edição do Fórum da Indústria Têxtil, que encerra as comemorações de 50 anos da ATP.

Para além do habitual momento político, com o discurso do estado do sector, protagonizado pelo presidente da ATP, João Costa, o XVII Fórum da Indústria Têxtil, que tem início às 14h30, contará com a intervenção do jurista, gestor e político António Lobo Xavier sobre “A economia portuguesa num novo ciclo político: perspetivas e desafios para a indústria tradicional”.

«No fórum temos a tradição de trazer um key speaker que normalmente vem de uma área externa ao sector, que nos traz uma visão de fora, que é muito importante, porque às vezes vivemos dentro da caixa. Portanto, trazer de fora gente com reconhecida capacidade, como é o caso do Dr. Lobo Xavier, é, com certeza, uma mais-valia, ainda para mais num momento e numa conjuntura que é particularmente delicada», afirma ao Portugal Têxtil Paulo Vaz, diretor-geral da ATP e coordenador do Fórum da Indústria Têxtil.

O momento mais surpreende deverá ser, contudo, o debate “Os media e a perceção pública do sucesso sectorial”, no qual Paulo Nunes de Almeida, ex-presidente da ATP e presidente da AEP, e Daniel Bessa, diretor-geral da Cotec e ex-Ministro da Economia, assumem o papel de moderadores, enquanto os jornalistas Camilo Lourenço, do Jornal de Negócios, Manuel Carvalho, do Público, e Nicolau Santos, do Expresso, irão assumir o papel de intervenientes.

«Procuramos sempre encontrar elementos de inovação para manter o interesse. Sabemos que desenvolver uma conferência, sobretudo uma que já dura há 17 edições, e mantê-la sempre com fulgor não é fácil, por isso há que ser muito imaginativo para que tenha continuidade», justifica o coordenador do Fórum

O programa, segundo Paulo Vaz, mantém viva a missão do evento. «No Fórum o público procura três coisas: informação prospetiva; ouvir aquilo que é o estado do sector e as respostas do poder político; e networking, uma vez que é a oportunidade de muitos empresários se encontrarem e trocarem ideias», refere. «Esta lógica de procurar juntar a fileira, que, aliás, vem no seguimento daquilo que é a filosofia desta associação, que é concentrar a voz do sector e ter uma única orientação estratégica, é, naturalmente, o espírito do fórum e é por aí que queremos que ele continue a ser reconhecido pelas empresas», conclui.