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Galliano condenado com moderação

Conta a jornalista Lisa Amstrong no jornal “Telegraph” que na boda de Kate Moss os convidados (entre eles, Anna Wintour, Stella MacCartney ou Carine Roitfeld) aplaudiram John Galliano, o estilista que desenhou o vestido da noiva. Era Julho, o julgamento foi realizado em Junho e Galliano pediu desculpas às vítimas pelas suas declarações, seguindo-se dois meses de desintoxicação nos Estados Unidos. A sanção do tribunal foi por isso “moderada”, condenando-o a uma multa de 6 mil euros e também um euro por danos morais às vítimas, mas isso só deve acontecer se o estilista cometer uma nova infracção durante um período de observação ou não obedecer às determinações do juiz. O escândalo de John Galliano teve dois episódios diferentes, ambos no Café La Perle em Paris. Também existiu um vídeo publicado na Internet que, apesar de não ter resultado em qualquer denúncia, foi a causa da sua demissão da Dior na sequência das suas declarações: «Eu amo Hitler. Pessoas como você e os seus pais seriam gaseados». Enquanto em Paris circulam rumores sobre a próxima nomeação do americano Marc Jacobs como director artístico da Dior, Jean Paul Gaultier já desafiou Galliano a criar a sua própria casa de moda para exprimir o seu talento. «Espero sinceramente. Ele tem talento, fez maravilhas nas suas criações e na Dior, que rejuvenesceu. Desejo-lhe tudo de bom», disse Gaultier à Reuters. Esperam-se, assim, novos capítulos sobre o futuro deste excepcional costureiro, conhecido pelas suas colecções teatrais que seguem uma linha histórica com referências antropológicas, desde os guerreiros Masaï aos Hopi Indians passando pelos anos 30.