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Gap aposta em robôs para satisfazer pedidos online

O encerramento temporário das lojas, devido à pandemia de Covid-19, acelerou as compras online. Para fazer face à situação, a retalhista de vestuário está a antecipar a robotização dos seus armazéns.

A Gap está a acelerar o lançamento de robôs de armazém para satisfazer os pedidos on-line, de modo a limitar o contacto humano durante o surto do novo coronavírus.

A retalhista norte-americana, que tinha chegado a acordo, no início do ano, para mais do que triplicar o número de robôs nos seus armazéns, viu-se forçada a antecipar a chegada dos mesmos.

Kevin Kuntz, vice-presidente da Gap responsável pela logística, adianta à Reuters, que devido ao distanciamento social que é necessário cumprir, «não conseguimos ter mais pessoas nos centros de distribuição», por isso viu-se forçado a ligar para o fornecedor a perguntar se a entrega podia ser antecipada.

O fecho das lojas, provocada pela pandemia, acelerou as compras on-line e a necessidade de implementar este tipo de solução. Cada robô é capaz de realizar o trabalho de quatro pessoas.

Estas notícias ilustram a forma como o Covid-19 veio acelerar a automação no sector da distribuição. Empresas como a Gap e a Amazon há muito tempo que usam este tipo de equipamentos para movimentarem os seus artigos dentro dos armazéns. A pandemia está, assim, a dar força aos fornecedores que afirmam que as novas tecnologias são capazes de substituir algumas funções, até agora desempenhadas por trabalhadores.

A RightHand Robotics, empresa que terá ajudado a automatizar a gigante Walmart, afirma que «se temos poucas pessoas no armazém, a última coisa que queremos é que elas façam tarefas simples, que podem ser executadas de forma automatizada».

As grandes empresas ligadas à robótica estão a registar um aumento de procura por parte dos retalhistas, ainda que as restrições de viagens e a necessidade de limitar o contacto humano tornam as novas instalações um desafio.

Investigadores da Brookings Institution defendem que os surtos de automação geralmente acontecem depois de choques económicos, um fenómeno que tende a acelerar-se à medida que as vendas dos retalhistas caem.

«Nessas alturas, os empregadores trocam trabalhadores menos qualificados por tecnologia e por trabalhadores mais qualificados, o que aumenta a produtividade à medida que a recessão diminui», revela o relatório de março daquele think tank.