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Gap continua com vendas em baixa

A cadeia de vestuário Gap, anunciou uma perda no quarto trimestre comparada com um elevado lucro no mesmo período do ano passado. As suas vendas caíram subitamente 11% no trimestre, passando de 5,3 mil milhões de euros em 2001 para 4,7 mil milhões de euros. O grupo de vestuário número um nos Estados Unidos registou uma perda de 39 milhões de euros, ou cinco cêntimos por acção, caindo bruscamente de um lucro de 314 milhões de euros, ou 36 cêntimos por acção em 2001. Os resultados no entanto, aproximaram-se das previsões dos analistas. O gigante retalhista, que dirige as lojas Gap, Old Navy e Banana Republic, anunciou também que as vendas nas lojas abertas no ano passado, desceram 17% até Fevereiro. Em declarações, foi também revelado que a Gap Domestic teve também uma queda de 16% no trimestre comparado com a descida de um por cento no mesmo período do ano passado, enquanto que as vendas da Gap International desceram 14% e as da Banana Republic sete por cento desde 2001. As vendas da Old Navy também caíram 20% contra os 12% do ano anterior. As perdas incluem 17 milhões de euros depois de impostos nas principais lojas na Califórnia e os encerramentos das duas instalações de distribuição no Kentucky e na Holanda, enquanto a sua dívida passou dos 1,3 mil milhões de euros para os 2,3 mil milhões de euros, depois da abertura de mais lojas. O presidente e director geral da Gap Inc, Millard Drexler, afirmou que «2001 foi o nosso ano mais difícil de sempre». «Mas nós sabemos o que precisamos de fazer. Estamos a pôr as pessoas certas no lugar certo. Nós estamos a trabalhar rapidamente para melhorar a performance e a entrega aos nossos clientes do estilo, qualidade, valor e moda que eles esperam da Gap, Banana Republic e Old Navy». A directora financeira da Gap, Heidi Kunz, acrescentou que «apesar dos níveis de endividamento serem elevados, nós recuperámos ligeiramente este ano, estamos extremamente satisfeitos com o progresso que temos tido em relação à melhoria da nossa posição financeira. O nosso «cash flow» antes do financiamento melhorou perto de 1,1 mil milhão de euros, para 427 milhões de euros positivos contra 670 milhões de euros negativos no ano passado».