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Gap em cura de emagrecimento

O gigante americano do retalho de vestuário tomou medidas drásticas para reverter o desempenho dececionante da sua marca epónima, anunciando o encerramento de 175 lojas na América do Norte e a eliminação de 250 postos de trabalho.

No entanto, a Gap Inc não revelou o número de funcionários de loja que serão dispensados em resultado dos encerramentos. Em paralelo, o grupo planeia encerrar algumas lojas na Europa, não tendo ainda indicado o número planeado. Em comunicado, a Gap disse que a decisão de reduzir o número de espaços comerciais reflete o ênfase concedido às compras online.

Em resposta a um período continuado de quebra das vendas em loja, a empresa irá encerrar 140 unidades comerciais até ao início de 2016. Em resultado dessa ação, a Gap somará 500 espaços na América do Norte, significativamente aquém dos 700 reportados em 2013. As cerca de 300 lojas de outlet Gap não serão afetadas.

Em 2011, a retalhista encerrou 189 lojas na América do Norte, representando cerca de 20% das suas lojas. A Gap comunicou que a mais recente redução no número de lojas irá diminuir as vendas anuais em cerca de 300 milhões de dólares. Antecipa, também, assumir despesas de 140 milhões a 160 milhões de dólares no segundo trimestre, que irão cobrir o custo das locações financeiras, depreciando o valor das suas lojas e inventário, e despedimentos «Os clientes estão a mudar rapidamente a forma como fazem compras e estas decisões vão ajudar a trazer a Gap de volta ao lugar onde sabemos que merece estar aos olhos dos consumidores», explicou Art Peck, CEO do grupo, que tomou as rédeas em fevereiro. Peck acrescentou que estas iniciativas foram concebidas de forma a assegurar que a cadeia Gap tem o tamanho certo para um mercado em mudança e que as lojas restantes são rentáveis. «Muitas dessas lojas estão localizadas em centros comerciais nos quais já estamos há muito tempo», referiu.

O CEO afirmou ainda que a natureza dos centros comerciais se transformou desde então e o público mudou, pelo que esses locais são menos desejáveis. «Sinto-me muito confiante de que este é o número certo de lojas, pela forma como observamos hoje o negócio», admitiu. Em maio, a Gap reportou um declínio de 6% nas vendas no mesmo universo de lojas, após uma quebra de 15% em abril. As vendas na mesma base de lojas também caíram 10% nos três meses até 2 de maio, após uma quebra de 5% no mesmo trimestre do ano anterior.

Peck reconheceu no mês passado que o segmento feminino da marca tem-se revelado um desafio ao longo de várias estações, devido à qualidade e problemas de forma das peças, não sendo suficientemente contemporâneo. Em resposta, contratou Wendi Goldman para chefiar a equipa de design, substituindo a diretora criativa Rebekka Bay, tendo em vista a reformulação da linha da marca para a próxima primavera. Jeff Kirwan também foi nomeado diretor global da marca Gap em dezembro, depois de três anos consecutivos a gerir a sua presença na China. A 31 de janeiro, a Gap empregava 141.000 trabalhadores a tempo integral e parcial nas suas 3.700 lojas próprias e franquias em todo o mundo.