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Gap mais positiva

O bom desempenho da Gap Inc deve-se, em parte, ao contributo dos efeitos combinados da campanha de marketing global “Be Bright” da marca Gap, às colaborações com a estilista Diane von Furstenberg em “DVF for Kids” e Mad Men na Banana Republic e a uma reorganização do negócio de t-shirts na Old Navy. Não só as receitas nas lojas abertas há pelo menos um ano subiram 4%, como foram observados ganhos de 5% nas unidades da Gap e da Banana Republic, enquanto a Old Navy subiu 4% durante os três meses até 28 de abril. As vendas líquidas aumentaram 6%, para os 3,5 mil milhões de dólares (2,81 mil milhões de euros) e a empresa reviu em alta a sua previsão anual. No entanto, o lucro líquido no trimestre ficou estável com o ano passado, em 233 milhões de dólares, resultado de maiores custos operacionais e de comercialização, e as vendas internacionais comparáveis caíram 4%. Em fevereiro, a retalhista referiu estar a investir em novos projetos e em melhorar a qualidade, bem como em campanhas de marketing para trazer os compradores às suas lojas, especialmente para impulsionar o crescimento nos seus negócios domésticos. A região é, de longe, a mais relevante para a Gap Inc, com os EUA a serem responsáveis por 68% das vendas do grupo no primeiro trimestre. Desse total, a Old Navy é a maior unidade, gerando vendas de 1,14 mil milhões de dólares, ou 32,6% do total, com a Gap a surgir em segundo lugar, com vendas de 757 milhões de dólares, ou 21,6% do total. A retalhista lamenta, há muito, a falta de progresso nas suas unidades na América do Norte, com êxitos ocasionais ofuscados por incidentes no produto, especialmente no vestuário para senhora. Mas defende que o investimento em algumas categorias principais já valeu a pena, com os clientes a perceberem as mudanças e a originarem «vendas totais muito maiores dentro das nossas lojas». A Old Navy já reorganizou completamente o seu negócio de t-shirts e o seu lançamento no primeiro trimestre foi «um grande contributo para o desempenho da Old Navy». E na marca Gap, os investimentos na roupa abaixo da cintura, especialmente em produtos coloridos como os jeans em tons vibrantes de azul, limão, laranja e vermelho, também impulsionaram as vendas. «Vamos fazer investimentos para impulsionar o nosso negócio», confirmou Murphy, acrescentando que «estamos a focar-nos em categorias principais, onde podemos ter um ponto de diferenciação competitiva». Murphy admitiu também que a Old Navy poderia ter feito ainda melhor se tivesse mais inventário de peças coloridas. «Tenho a certeza de que não somos a única retalhista a fazer este comentário», referiu. Para além das muito divulgadas alterações na sua equipa de administração na América do Norte no ano passado, a Gap estabeleceu ainda um Centro Global Criativo em Nova Iorque, que reúne design, marketing e produção e em fevereiro aumentou a sua equipa de produto, com a adição dos executivos Jill Stanton (ex-Nike) e Tracy Gardner (ex-Uniqlo), para colmatar as equipas de design e merchandising da Gap e da Old Navy. A retalhista está também «entusiasmada» com a chegada de Stefan Larsson, executivo da H&M, que em outubro será o novo presidente global de marca na Old Navy. Larsson foi, mais recentemente, chefe de vendas globais da H&M, responsável por cerca de 2.300 lojas em todo o mundo, e irá ficar responsável pelo crescimento dos negócios domésticos e internacionais da cadeia. Apesar de a empresa estar «satisfeita com o progresso conseguido», Murphy adverte que existem ainda muitos desafios pela frente e que faltam mais três trimestres para a conclusão do ano.