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Gap ruma ao Sul

A retalhista americana Gap Inc está a ponderar produzir fatos de banho e activewear para senhora e fatos para homem na Colômbia e talvez no Brasil, segundo fontes próximas da empresa. «Estão em conversações exploratórias com potenciais parceiros nesses países e podem escolher um no final de 2011 ou no início do próximo ano», revelou a fonte ao just-style.com. Actualmente, a Gap fabrica o vestuário num local não revelado da Ásia, mas a Colômbia tem um melhor rácio custo/qualidade, segundo indicou a mesma a fonte. «Há outras partes da Ásia especializadas nestes produtos, mas a Colômbia tem melhor confecção», revelou a fonte, acrescentando que a proximidade é também uma mais-valia. Se chegar a acordo, a Gap irá regressar à Colômbia após ter terminado o contrato de produção de denim com a Comercializadora Internacional Jean e a Comercializadora Internacional Expofaro no ano passado para mudar a produção para um parceiro com custos mais baixos na Índia. A imprensa colombiana noticiou que a Gap encontrou más condições na fábrica da Índia, levando à decisão de transferir a produção para um país da América do Sul. Mas uma segunda fonte afirma que essas notícias são falsas e que a produção de denim vai continuar na Índia. A decisão da Gap de transferir a produção de fatos de banho e activewear de senhora e fatos de homem prende-se com uma revisão estratégica, de acordo com a mesma fonte. Esta fonte revelou ainda que a Gap está também a explorar alguns dos artigos que espera produzir na Colômbia ou alguns novos no Brasil, que tem também produtores independentes interessantes, mas não forneceu mais detalhes. Uma coisa parece certa, a Gap vai entrar em termos de produção na América Latina, numa altura em que revelou planos para abrir lojas na região. O retalhista anunciou recentemente planos para uma flagship no Chile este Outono e é conhecido que está a planear abrir mais de 26 lojas na América do Sul até 2016, sobretudo no Chile e no Peru. Em relação a este assunto, a porta-voz da Gap, Louise Callagy, comentou apenas que a Gap está empenhada em manter «um sourcing mix diversificado» e aprovisiona-se em 60 países.