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George aposta na fast-fashion

Na sequência da compra da Gaat, Andrew Moore, diretor-executivo da George at Asda, afirma que esta decisão irá reduzir o tempo de aprovisionamento dos produtos que compra. «Há alguns anos atrás, falávamos em prazos de aprovisionamento de 16 a 12 semanas. Estes prazos estão a cair, por isso agora estamos a falar frequentemente de prazos de aprovisionamento de 6 a 8 semanas, mas nós não estamos a parar aí», explica o responsável. «Ao tomar a base de competências e a experiência que existe na Gaat e integrando-as na nossa organização, seis semanas serão mais comuns e vemos a oportunidade de conseguir até quatro», acrescenta. Os prazos mais curtos já beneficiaram a retalhista na forma como respondeu ao recente clima frio no Reino Unido. Ao olhar para as previsões meteorológicas de longo prazo, a George respondeu ao clima mais frio iminente em abril e maio através dos prazos curtos com a Turquia para apresentar 6 milhões de libras de encomendas de ponchos e agasalhos com capuz. «Não acho que seja aceitável, para qualquer retalhista, não ter malhas no mês mais frio do ano. Temos que encontrar formas de termos um mecanismo de resposta da cadeia de fornecimento, onde podemos responder às novas tendências à medida que elas surgem», refere Moore. Esta mudança para uma cadeia de fornecimento contínuo significa que a terceira maior cadeia britânica de vestuário pretende desenvolver o aprovisionamento de “fast-fashion” com melhor qualidade, mais rapidez e menor custo. A marca está também a fomentar o aprovisionamento no Reino Unido, tendo anunciado em março a assinatura de acordos de produção com sete fábricas na região de Midlands. Mas isto é algo que Moore diz ser «apenas pequeno» e «será sempre apenas pequeno» na medida em que o Reino Unido perdeu a base de competências para poder produzir vestuário a uma escala maior. O retalhista tem planos para continuar a fomentar as suas credenciais de moda através de uma série de submarcas, incluindo a linha infantil Love to Laugh, a marca de “fast-fashion” g:21, Moda at George, a linha de vestuário masculino informal Boston Crew, Barbara Hulanicki, alfaiataria Charlie Allen e através do seu patrocínio da Graduate Fashion Week. Ao mesmo tempo, a George at Asda mostra-se também atenta aos seus produtos básicos, como roupa interior e uniformes escolares para criança. No vestuário de criança, a retalhista britânica tem vindo a trabalhar arduamente para garantir que gere a disponibilidade nos seus uniformes escolares, com cerca de 2.000 opções de tamanho e cor e garantir que todos estão disponíveis 52 semanas do ano. Como parte dos esforços para melhorar a disponibilidade, estão a ser lançadas novas ferramentas de merchandising e sortimento. Moore afirma que os novos sistemas vão significar um equilíbrio muito maior de produtos nas suas lojas, incluindo o desenvolvimento do perfil demográfico para permitir adequar os sortimentos sob medida para cada área de influência da loja. A marca está também a trabalhar nos seus formatos, tanto a renovar as suas concessões, como com parceiros de franquia para abrir lojas independentes nas Ilhas do Canal e no Médio Oriente. Até agora, os departamentos de vestuário foram renovados em duas lojas Asda – uma das quais viu a classificação das suas vendas saltarem da 12.ª para a 1.ª posição na sua primeira semana de negócio. As lojas mais autónomas parecem prontas para o futuro da retalhista, com Moore a confirmar que está a investigar outros mercados. No entanto, a George at Asda não deverá abrir nenhuma loja independente no Reino Unido, já que tem «muito a ocorrer no momento».