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Geração Z compra pelos botões

Os retalhistas que ambicionam conquistar a atenção e a fidelidade da geração Z precisam de focar-se em vias alternativas de envolvimento. Este grupo demográfico está à procura de ferramentas digitais aprimoradas, como a capacidade de comprar diretamente através de plataformas sociais como o YouTube, Facebook, Instagram e Snapchat, de acordo com uma nova pesquisa.

A consultora Accenture inquiriu 10 mil consumidores de 13 países para chegar às conclusões. A pesquisa foi realizada na Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Itália, Japão, África do Sul, Espanha, Suécia, EUA e no Reino Unido e explorou as atitudes e expectativas dos consumidores das gerações milénio e Z no percurso de compras. A pesquisa revelou alguns hábitos e preferências de compras distintos entre os consumidores da geração Z – nascidos depois de 1995 –, elementos que a Accenture sublinha que «tornam imperativo que os retalhistas repensem e redesenhem as suas capacidades e métodos de compras digitais».

Os media sociais deverão assumir-se como o canal preferencial de compras para a geração Z, com 69% interessados ​​em comprar diretamente via redes sociais. Além disso, 44% citam as redes sociais como fonte popular de inspiração para produtos e 37% aumentaram a utilização de redes sociais para decisões de compra no ano passado.

«As redes sociais emergiram como uma disrupção na segmentação de consumidores da geração Z, que são verdadeiros nativos digitais», observa Jill Standish, diretora de retalho na Accenture. «Para ter sucesso neste mundo cada vez mais digital, os retalhistas devem entender as expectativas, os círculos de influência e comportamentos da geração Z, especialmente os seus hábitos em termos de redes sociais e como estes diferem dos millennials. Se estão a gastar o seu tempo nas plataformas sociais, é aqui que querem comprar os seus produtos», acrescenta.

Não obstante, os resultados mostram que os retalhistas não podem negligenciar a loja física, já que 60% dos compradores da geração Z ainda preferem comprar em loja e 46% visitam a loja para reunirem mais informações antes de uma compra online.

Cerca de 77% dos entrevistados Z afirmam que o retalho tradicional é o seu canal de compras preferido.

A pesquisa revelou também que os consumidores Z estão interessados ​​em novos métodos de compras. Quase três quartos (73%) estão interessados ​​em ofertas selecionadas e 71% ​​em programas de reposição automática, com uma maioria esmagadora disposta a transferir mais de metade das compras para um retalhista que ofereça este serviço. Além disso, 38% dos Z estão dispostos a tentar encomendar através de serviços de voz, 25% estão ansiosos para usá-los e 10% já estão a usá-los.

O YouTube é a plataforma social mais utilizada, citada por 84%, enquanto o Facebook ainda é a plataforma social mais popular para jovens entre os 21 a 27 anos.

Cerca de 66% dos consumidores da geração Z utilizam regularmente o Instagram, comparado com apenas 40% dos millennials, e os consumidores Z têm duas vezes mais probabilidade de usar o Snapchat (54%, versus 38% para os mais jovens e 22% para os millennials).

No entanto, os Z são menos leais às marcas. O relatório revela que apenas 16% dos Z fazem compras numa só loja para vestuário/moda (em comparação com 26% dos millennials). Apenas 19% fazem compras numa só loja para artigos de saúde e beleza (em comparação com 34% dos millennials).

Os elementos da geração Z são compradores impulsivos e estão mais propensos ​​do que os millennials a fazer uma compra apenas porque querem comprar algo ou porque viram aleatoriamente algo de que gostaram. Os Z privilegiam a entrega rápida e estão dispostos a pagar mais por isso. De facto, mais da metade (58%) dos entrevistados da geração Z afirma estar disposta a pagar mais por entregas rápidas.