Início Notícias Tendências

Gerações encontram-se no pós-pandemia

Apesar das diferenças de mentalidade, as gerações não têm dúvidas na predileção pelo comércio eletrónico. A Amazon lidera as preferências, ainda que a vontade de regressar à terapia das lojas físicas seja impossível de ignorar, de acordo com um novo estudo que mostra que os consumidores são mais parecidos do que diferentes.

[©Freepik]

Um relatório divulgado há um par de semanas pela plataforma de vendas Jungle Scout da Amazon revelou que os consumidores online de todas as faixas etárias, isto é, da geração Z até à geração silenciosa, estão concordantes no que diz respeito à escolha do site de e-commerce favorito.

De acordo com os analistas, a Amazon é, sem sobra de dúvidas, o website mais popular entre todos os consumidores, enquanto o Walmart e o eBay surgem como a segunda e a terceira escolha na classificação dos favoritos. Na prática, três quartos dos compradores da geração Z, dos millennials e da geração X destacaram a Amazon como o marketplace predileto.

As três gerações mais jovens são as que mais investem na plataforma, com 42% dos consumidores da geração Z a comprarem no website pelo menos uma vez por semana e 47% dos millennials e 39% da geração X a identificaram-se com o mesmo comportamento. Independentemente da idade, os consumidores apontaram os preços competitivos e o feedback dos clientes como as principais razões pelas quais continuar a comprar na plataforma líder.

No caso dos baby boomers, o comportamento de consumo revela-se distinto das outras gerações, uma vez que estes não compram com a mesma frequência. No entanto, a quantidade que estão dispostos a despender por um determinado produto é superior, com 22% dos baby boomers a afirmarem que poderiam gastar entre 251 e 500 dólares por um único produto (cerca de 222 a 443 euros). Já 22% dos millennials e 31% dos compradores da geração Z estão inclinados para gastar entre 101 e 250 dólares num produto que queiram muito. Pelo contrário, a geração X, que em média detém um maior rendimento comparativamente com outras gerações, está predisposta a gastar o mínimo na plataforma. Deste modo, apenas cerca de um quinto dos compradores, ou seja, 22%, está disposto a gastar no máximo um valor compreendido entre os 51 e os 100 dólares por um só produto na Amazon.

Diminuir os gastos

Apesar dos compradores terem uma perspetiva ligeiramente diferente face à Amazon e às compras online, a situação sem precedentes de pandemia afetou as opiniões dos consumidores que, agora, abordam a temática financeira sob outro ângulo. Desde a chegada do vírus, a geração Z, os millennials, a geração X e os baby boomers admitiram gerir as questões financeiras de outra forma, o que provocou uma queda nos gastos gerais de consumo.

[©Today]
Mais de metade da geração Z, o grupo menos remunerado sem contar com a geração silenciosa, que está aposentada na sua maioria, referiu ter diminuído os gastos na sequência da crise sanitária. Cerca de um quinto (23%) chegou o mesmo a reduzir o valor do orçamento para mais de metade.

O panorama repete-se com mais metade dos millennials e da geração X inquiridos, que também cortaram nos gastos, mas um em cada quatro compradores destes grupos conseguiu manter os hábitos de consumo pré-pandemia.

Migrar para o online e regressar às lojas

O relatório mostrou ainda que cerca de três quatros dos millennials e da geração X acreditam que, no futuro, a maior parte das compras vai ser feita online. Se assim for, mais de metade dos millennials admitiu estar confortável com a ideia de um comércio totalmente digital, ainda assim, apenas 43% da geração X e 41% da geração Z disseram o mesmo.

Como seria de esperar, as gerações que não crescerem com a tecnologia ficam perplexas com a ideia do comércio se converter por completo para o digital e torna-se, assim, a única opção para fazer compras. 66% dos baby boomers e 69% da geração silenciosa não ficaram contentes com esta alteração, demonstrou o estudo.

Embora algumas gerações sejam mais adeptas das compras online, todas revelaram estarem prontas para fazerem uma visita às lojas físicas no pós-pandemia. A geração Z é o grupo mais ansioso por regressar aos espaços físicos, com 64% a sustentarem que mal podem esperar para fazer compras depois do confinamento.

Mais de 60% dos millennials e da geração silenciosa sentem o mesmo que a geração Z relativamente ao regresso às lojas, enquanto 59% da geração X confirmaram não se sentirem prontos para lá voltar. Para esta categoria, apenas metades dos inquiridos dos baby boomers estão entusiasmada por comprar fisicamente, devido talvez a algum receio face à disseminação do novo coronavírus.

Mesmo que as gerações mais jovens, os millennials e a Z, sejam as mais recetivas às compras online, também são as que mais vão diminuir o orçamento para o consumo digital assim que as lojas voltarem ao ativo. Quase três quintos dos entrevistados dos baby boomers e da geração silenciosa indicaram que não vão alterar os gastos das compras online, assim como afirmaram os inquiridos da geração X.

Liderança sem mudança

O estudo concluiu que, mesmo com a retoma das lojas tradicionais de retalho, a relação dos consumidores com a Amazon não vai sofrer alterações. Um em cada dez membros da geração silenciosa, referiu até que os gastos na plataforma podem aumentar um quarto depois da abertura das lojas e 45% do grupo vão manter os hábitos atuais.

[©Freepik]
Os baby boomers também vão manter a frequência e o nível de compras na Amazon, mesmo após a abertura dos espaços físicos, com 60% a sustentarem que vão manter o comportamento de compra na plataforma. O mesmo se verificou para as outras faixas etárias, onde cerca de metade dos compradores da geração X reconheceu o mesmo, tal como 45% da geração Y e 42% da geração Z.