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Gerber celebra 30 anos em Portugal

A sede em Vila Nova de Gaia tem sido um dos motores de crescimento da multinacional de origem americana no continente europeu, que nos últimos tempos apostou na digitalização da produção e ajudou as empresas da ITV a fazerem a adaptação da sua produção para EPIs.

Francisco Aguiar

Desde 1990 que Portugal é a sede europeia da Gerber Technology, que no Velho Continente conta com mais de 4.000 clientes, entre os quais a portuguesa CBI. «A Gerber é um parceiro que teve uma boa adaptação à realidade das empresas portuguesas, tanto em inovação como em produtividade», considera Francisco Batista, CEO do Grupo CBI. «A Gerber estabelece um bom compromisso entre tecnologia de ponta e a tradição e competitividade que as indústrias portuguesas necessitam», acrescenta o empresário no comunicado enviado pela Gerber Technology.

O investimento na inovação – criou um Centro de Inovação em Milão – e em soluções tecnológicas de vanguarda têm permitido o crescimento da Gerber Technology, nomeadamente em Portugal.

«Nos últimos 30 anos, a Gerber Portugal cresceu tremendamente», afirma Francisco Aguiar, diretor de vendas da Gerber Portugal e mercados indiretos. «A empresa tem uma equipa de especialistas que compreende profundamente os mercados e as necessidades dos clientes. Temos um conhecimento muito profundo dos desafios e da evolução da indústria», aponta, sublinhando que «as relações de longo prazo que temos desenvolvido ao longo destes 30 anos em Portugal são uma mais-valia para todos os nossos clientes europeus», contribuindo para que permaneçam «entre os mais competitivos».

[©Texprocess]
Segundo a empresa, a indústria de vestuário portuguesa tem sido capaz de rever a sua estratégia e conseguido, com isso, «um crescimento sustentável». Parte desse esforço passa pela adoção de ferramentas CAD 2D/3D, PLM e corte digital, «o que tem ajudado fabricantes e retalhistas a diferenciarem-se. Ao optar pelas soluções da Gerber, os nossos clientes europeus aumentaram o interesse das marcas globais, particularmente as do sector do luxo, que exigem produtos mais sofisticados e inovadores», adianta a Gerber Technology.

Nos últimos meses, a multinacional tecnológica criou equipas e pacotes tecnológicos completos, que incluem software e uma máquina de corte automático Gerber Paragon, assim como consultoria específica, para acelerar a adaptação das empresas à produção de EPIs (equipamentos de proteção individual). «A Gerber fornece atualmente os recursos e apoio que as empresas europeias necessitam para desenvolver com sucesso máscaras, escudos faciais, batas e muito mais. Desde a sua criação, a Task Force de EPI da Gerber ajudou mais de 500 empresas a iniciar a produção de EPI na Europa», revela.

A aposta passa ainda pela digitalização, com soluções para a produção on-demand, customização e feita à medida, já apresentado o ano passado na Texprocess, em Frankfurt, e também no Modtissimo, no Porto.

«O objetivo das nossas soluções end-to-end é integrar dados, processos e trabalho de equipa», explica Francisco Aguiar. «Atualmente, as empresas têm vários sistemas e ferramentas para apoiar os seus processos. O nosso objetivo é ajudar os nossos clientes a digitalizar toda a sua cadeia de valor, permitindo-lhes colaborar virtualmente de forma mais eficiente e rentável», conclui.