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Gerry Weber, Bawo e Clarks com solução à vista

O Governo anunciou há dias que as multinacionais alemãs Gerry Weber e Bawo iriam ser compradas por investidores nacionais, que prevêem retomar a produção de confecções das referidas empresas, situadas em Figueiró dos Vinhos e Estarreja, noticia o jornal Público. O ministro da Economia e o secretário de Estado do Trabalho explicaram que o Executivo assegurou já o escoamento de produtos das duas fábricas têxteis para clientes nacionais que antes se abasteciam no estrangeiro. O Ministério da Economia está, através do recém-criado Programa Dínamo – Dinamização da Moda, a «negociar a compra de uma cadeia de lojas francesa de distribuição para escoar a produção» da Gerry Weber e da Bawo e das futuras unidades industriais que nasçam num ninho de empresas a criar nas instalações da Clarks, refere o Público. O ninho de empresas da fabricante inglesa de calçado Clarks faz também parte da solução encontrada para o problema que derivou do encerramento da unidade de Castelo de Paiva. A completar a solução, está a criação de um centro de formação profissional e projectos na área do turismo. A Gerry Weber foi vítima de um “fecho relâmpago”, tendo a gerência encerrado a empresa em apenas uma semana, alegando quebra de encomendas vindas da Alemanha, que era o seu principal cliente. Foi já revelado que há um investidor nacional interessado na empresa e que esta vai retomar a sua laboração. Mesmo sem números confirmados, uma fonte do Ministério da Economia garantiu ao Público que a nova unidade vai reabrir «com mais postos de trabalho» do que os 148 que a Gerry Weber tinha anteriormente. No que diz respeito à Bawo, os cerca de 80 operários, na sua grande maioria mulheres, passaram dias e noites a vigiar as instalações da empresa de confecções para impedir que a gerência retirasse as máquinas para uma fábrica no Egipto, tendo o tribunal ordenado depois, a selagem da maquinaria. O novo proprietário chama-se Joe Chubry, é um empresário britânico com raízes no Paquistão, radicado em Portugal há 20 anos, e que, com esta unidade, pretende fornecer o mercado do Reino Unido, através da empresa que detém a Passport – Confecções.