Início Notícias Mercados

Ginetex chega à Ásia

A Ginetex - Associação Internacional para a Etiquetagem de Conservação de Têxteis tem um novo membro, marcando a estreia no continente asiático. O Japão é o primeiro país asiático a integrar a organização, que conta atualmente com 22 países-membros, incluindo Portugal.

A Kaken, uma organização creditada pelo governo japonês especializada em testes laboratoriais a têxteis, irá representar a Ginetex no Japão, onde terá a missão de promover e apoiar a utilização de símbolos de conservação de têxteis.

O mercado japonês, afirma a Ginetex em comunicado, representa mais de 300 marcas de vestuário, pelo que a parceria com a Kaken «é um momento histórico para a Ginetex». Thomas Rasch, presidente da Ginetex, revela estar «muito orgulhoso por dar a esta organização as missões que nos são tão queridas. Sentimos-nos honrados por cooperar com a Kaken e estamos ansiosos por ver o impacto da promoção dos símbolos de cuidado na indústria têxtil e vestuário do Japão». O presidente acrescenta ainda que, «mais uma vez, a integração da Kaken traduz a nossa vontade e desejo comum de padronizar todos os símbolos de cuidado de têxteis em todo o mundo. Hoje, com o apoio precioso dos nossos 22 membros nacionais, vamos continuar a trabalhar na promoção e utilização destes símbolos à escala internacional».

Do lado da Kaken, que avalia e realiza testes em têxteis (da fibra aos produtos finais), Umetaro Nagao, CEO da organização, confessa estar «muito satisfeito por ser um membro da Ginetex. A Kaken vai desenvolver todos os esforços para aumentar a notoriedade da Ginetex no Japão e levar as marcas japonesas a compreenderem a forma certa de usar os símbolos de conservação de têxteis da Ginetex e o que é o direito de marca registada».

A Kaken vai usar a sua influência e legitimidade junto das instituições e empresas japonesas ligadas ao têxtil para comunicar as mudanças e a padronização dos símbolos de conservação de têxteis – atualmente certificados pela ISO 3758.

A relação da Ginetex com a International Organization for Standardization (ISO) remonta aos anos 70, embora o acordo entre as duas instituições tenha sido firmado apenas em 1987, altura em que a Ginetex autorizou a utilização do sistema de símbolos de conservação de têxteis pela ISO.

Em Portugal, a ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção é a entidade responsável por conceder a autorização para reprodução e utilização dos símbolos, promover a implementação dos mesmos e controlar o seu uso.

Baseado em cinco símbolos básicos, que podem incluir barras, pontos, letras, números ou a cruz de Santo André para recomendações adicionais, o sistema da Ginetex serve de base à legislação em diferentes mercados. Na maioria dos países europeus, por exemplo, a legislação exige que o consumidor seja informado sobre a conservação de têxteis no momento da compra, mas a simbologia é uma marca registada em muitos desses mercados, exigindo uma licença. O uso indevido da simbologia Ginetex pode originar ações legais.