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Governo espanhol valoriza a moda

O governo espanhol detectou, através da realização de um diagnóstico, (cujos pontos principais podem ser vistos no documento “O Plano Global da Moda Espanhola” disponível na área de estudos) que a imagem da moda espanhola não estava suficientemente valorizada nos principais mercados mundiais. Assim, confirmando que a produção de moda espanhola apresenta uma forte capacidade e uma excelente relação qualidade preço, a evolução das exportações de produtos ligados a este cluster, dependem de um forte investimento no conceito “made in Spain”. Neste contexto, o governo espanhol pretende essencialmente aproveitar o reconhecimento mundial de Espanha como o país berço de figuras que revolucionaram o conceito de belo e criaram correntes inovadoras na arte, como é o caso de Picasso e Gaudi. Utilizando estas premissas, o governo espanhol, por iniciativa do seu Ministério da Economia, desenvolveu um programa, denominado “Plan Global de la Moda” (PGM), para o qual conta ainda com a participação do Ministério da Ciência e Tecnologia e com o Ministério da Cultura e Desporto. O Ministério da Economia terá a intervenção mais preponderante, actuando em três grandes eixos, o desenvolvimento empresarial, criação da imagem internacional da moda espanhola e a promoção do comércio internacional. O Ministério da Ciência e Tecnologia desenvolverá projectos nas áreas, da inovação, dos recursos humanos e formação, da dimensão empresarial e protecção de marca e na difusão internacional da moda espanhola. O Ministério da Cultura funcionará em articulação com os outros ministérios, no sentido de disponibilizar locais sobre a sua tutela para a realização de eventos. Este ponto está associado à estratégia de aproveitar a imagem de alguns dos maiores vultos culturais espanhóis para lançar designers e criações de moda espanhola. O Ministério dos Negócios Estrangeiros promoverá a criação de bolsas para estudantes Ibero-Americanos na área da moda . O programa prevê um gasto aproximado de 48 milhões de euros anuais, suportados pelo Ministério da Economia com 20 milhões, uma capital de risco, de apoio à internacionalização, terá disponibilizado um fundo de 12 milhões e o Ministério da Ciência e Tecnologia, contribuirá com 4 milhões de subsídio e 12 milhões de empréstimos reembolsáveis. Subsidiariamente será utilizada uma linha de crédito específica denominada ICO-PYME.