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Grávidas na moda

O mercado de roupa para grávidas distingue-se de todos os outros segmentos da área do vestuário em diversos aspectos. Primeiro, as clientes estão permanentemente a mudar e os produtores têm menos do que nove meses para estabelecerem uma relação com as suas clientes que, depois, voltam à roupa «normal». Segundo, por causa da taxa de natalidade reduzida nos países industrializados, não só há menos clientes, mas também a possibilidade de fidelizar a cliente a uma marca é escassa. Terceiro, as possibilidades no design da roupa para grávidas são mais limitadas.

 

Mas, por outro lado, a diminuição do número de filhos faz com que as famílias tenham mais dinheiro disponível para gastar durante e depois da gravidez. A tendência para ter filhos mais tarde, aumenta também a capacidade económica, pois as mulheres quando ficam grávidas já estão mais avançadas nas suas careiras e têm um salário mais alto.

 

Acrescente-se que, cada vez mais mulheres continuam a trabalhar durante a gravidez e, por isso, precisam de mais roupa – roupa para a casa, para o tempo livre e para o trabalho. Dado que as mulheres já desenvolveram o seu estilo de roupa e querem mantê-lo durante a sua gravidez, são mais exigentes com o design e a qualidade do que mulheres mais novas e estão dispostas a gastar mais dinheiro para satisfazerem estes desejos.

 

Neste contexto, a procura de um melhor design e uma melhor qualidade, é um dos desenvolvimentos mais marcantes durante os últimos anos. Com base nesta evolução, muitas empresas conseguiram aumentar o volume dos seus negócios, especialmente nos EUA e na Inglaterra, onde começaram como pequenas lojas e agora são empresas de média dimensão.

 Alguns oferecem mesmo às suas clientes, o serviço de retocar a sua roupa normal para poderem usá-la durante a gravidez.

As empresas apostam também no aperfeiçoamento das formas de distribuição. De acordo com Mintel Marketing Intelligence, as grávidas preferem obter a sua roupa através de um só fornecedor do que comprar em diversas lojas. As empresas que se aproximam das suas clientes através de vários canais de distribuição têm uma melhor perspectiva de conquistar uma grande parte deste potencial. Uma combinação de vendas através de lojas, de encomendas pelos correios e Internet parece ser a estratégia mais eficiente.

 

As empresas mostram os seus produtos na Internet e as clientes, no começo, só encomendam o catálogo. Depois, compram ou nas próprias lojas ou encomendam através dos correios ou da Internet. Um obstáculo a este comércio é, uma vez mais, o tempo.

 

As clientes precisam de algum tempo até tomarem a de decisão comprar por via de catálogo/Internet e até a mercadoria chega a casa perde-se tempo também. Apesar disso, as empresa que já trabalham neste mercado ainda vêem oportunidades para o aumentar. Especialmente nos países do sul da Europa, é mais fácil a distribuição através de correios em vez de comércio electrónico, que ainda não funciona com a mesma eficácia.