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Grupo Maconde Resultados de 2002

O grupo Maconde, tal como já era previsto pela administração, registou uma quebra no volume de facturação no exercício de 2002. O maior grupo da indústria de confecção nacional teve uma facturação consolidada de 119,1 milhões de euros, quando em 2002 esse valor foi de 133,7 milhões de euros. Os resultados líquidos consolidados também diminuíram, ficando-se pelos 2,5 milhões de euros, depois de no ano interior terem sido de 4,5 milhões, uma quebra de 44%. O cash-flow foi de 5,2 milhões de euros, o resultado operacional de 2,1 milhões e o resultado financeiro de 2,2 milhões de euros negativos, muito próximo do registado em 2001. A descida registada nas vendas consolidadas foi, desta forma, de 2,7%, sendo a evolução mais «desfavorável» a que se registou, tal como é referido no relatório e contas, no mercado externo, onde as vendas diminuíram 7,2%. O grupo justifica esta quebra com a «conjuntura adversa a nível internacional». Como consequência, 2002 ficou marcado pela «modificação ligeira» na distribuição das vendas. O mercado doméstico passou a deter uma quota de 54,5%, registando o valor mais alto dos últimos 5 anos, em termos comparáveis. Em relação ao mercado externo na zona europeia, registou-se um crescimento nas vendas da empresa no Reino Unido e na Holanda, de 29% e 30% respectivamente. Nos outros mercados europeus, a Maconde registou uma quebra, com diminuições das vendas na Escandinávia (29%), França (13%), Espanha (5%) e Alemanha (3%). Estes resultados fizeram com que o Reino Unido detenha uma quota de mercado de 24%, reconquistando a posição de principal mercado exportador, em detrimento da Escandinávia, que passou para segundo lugar com 23% da quota de mercado. Para além dos mercados europeus, o grupo nacional registou uma diminuição de 7% nos EUA, enquanto que no México registou um crescimento de 46%, compensando assim as exportações para fora da Europa. As vendas no mercado interno registaram uma evolução positiva, com um crescimento superior a 1,4%, destacando-se as lojas da Macmoda e da Tribo. A primeira, que lidera as distribuidoras nacionais de vestuário para homem, senhora e criança, cresceu 1%, enquanto que a Tribo, que distribui utilidades para o lar, subiu 7%. Em 2002, o grupo Maconde, detentor das cadeias de lojas Macmoda, Tribo e Zona Franca e cinco unidades industriais, concluiu a «fase de preparação e efectivação da reestruturação global» anunciada em 2000. Este processo inclui a autonomização dos negócios da sociedade e a implantação de uma nova estrutura organizacional, «através de uma clara especialização e focalização do negócio», conforme referido em notícia apresentada pelo PT. A operação de cisão foi concluída no final de 2002 com a criação da Maconde SGPS, com efeitos reportados a 1 de Janeiro de 2003.