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Grupos de luxo mais resistentes

Afastados das recentes mega-reestruturações e recuperações realizadas por grandes empresas, quer na nova quer na velha economia, os grupos de artigos de luxo estão a resistir ao arrefecimento económico. Segundo o Diário Económico, as empresas que produzem artigos de luxo quer de moda, quer de automóveis estão a surpreender o mercado, apresentando lucros e crescimentos superiores aos previstos. Nesta lista e de acordo com um levantamento realizado pelo jornal espanhol Expansíon, podemos encontrar, por exemplo, o gigante francês LVMH. A LVMH, que comercializa marcas como a Louis Vuitton e Donna Karen, e que se encontra a negociar ainda o controlo da Gucci, anunciou já um crescimento da facturação de 12% no primeiro semestre, atingindo 131 milhões de contos (65,6 mil milhões de euros). Mais flagrantes são as prestações da alemã Hugo Boss, com uma subida de 22% nos lucros semestrais para 10 milhões de contos (53 milhões de euros), da Bulgari com um crescimento de 32%, atingindo os 71 milhões de contos (359 milhões de euros) e da Ralph Laurent, que expandiu as suas vendas em 20% no primeiro semestre graças sobretudo ao seu crescimento na Europa. Segundo o relatório da Schroder Salomon Smith Barney, apenas o mercado americano, que tem um peso considerável nas vendas destes grupos – 27% na LVMH, 24% na Gucci e 21% na Bulgari, poderá trazer nuvens escuras ao horizonte cor-de-rosa dos artigos de luxo.