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Guerra à contrafacção

As autoridades de Xangai vão ordenar «em breve» o fecho do maior mercado de bens falsificados da cidade, numa medida de combate contra a violação dos direitos de propriedade intelectual, refere a agência noticiosa oficial chinesa “Nova China”, de acordo com o noticiado pelo Diário Económico. «O mercado de Xiangyang está cheio de falsificações e deve ser fechado incondicionalmente, em vez de mudar a sua localização, como foi sugerido por alguns», disse hoje Zhou Taitong, vice-presidente da câmara de Xangai, citado pela “Nova China”, que não adianta datas concretas para o fecho do mercado. Segundo as autoridades municipais de indústria e comércio, cerca de 80% das roupas, malas, produtos de vestuário e acessórios de utilização diária à venda no mercado violam as leis da propriedade intelectual e do registo de marcas. Com o fecho do mercado de Xiangyang, Xangai torna-se a primeira cidade da China a fechar um mercado com muitos clientes para lutar contra a venda de bens falsificados. No dia 19 de Dezembro, um tribunal de Pequim ordenou o operador do Mercado da Seda, em Pequim, a pagar uma multa de 10,7 mil euros às marcas Burberry, Chanel, Gucci, Louis Vuitton e Prada, por violações de propriedade intelectual. O mercado de roupa e acessórios, localizado no sudeste da capital chinesa e um dos locais mais visitados pelos turistas ocidentais, era até o verão de 2005 uma rua estreita onde se acumulavam bancas de venda de roupa falsificada, mas foi desmantelada pelas autoridades chinesas como prova do compromisso de Pequim contra a contrafacção. Naquela zona foi construído um moderno edifício de vários pisos, mantendo o nome Mercado da Seda, onde desde o primeiro dia se voltaram a vender falsificações de marcas. Na China falsificam-se os mais variados produtos, desde DVD de filmes até software, roupa, relógios de marca ou bebidas alcoólicas. Segundo fontes do Departamento do Comércio dos Estados Unidos da América, as marcas internacionais perdem cerca de 60 mil milhões de dólares (49,7 mil milhões de euros) por ano no mercado chinês, devido à venda de falsificações.