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«Há coisas do outro mundo que podemos fazer»

O CITEVE foi um dos principais impulsionadores do negócio das máscaras em Portugal. O que está para vir, contudo, acredita António Braz Costa, diretor-geral do centro tecnológico, ultrapassa em muito o que aconteceu até agora, com novas perspetivas de negócio para aqueles que introduzirem diferenciação e inovação.

António Braz Costa

Desde fevereiro que o CITEVE tem trabalhado, inicialmente, no desenvolvimento de documentação para apoiar as empresas a produzir máscaras para o Sistema Nacional de Saúde (SNS) e, mais tarde, na certificação de máscaras comunitárias para servir a população portuguesa mas também para alimentar o negócio da exportação.

Há, no entanto, novas perspetivas de negócio para quem apostar em diferenciação, inovação e propriedades de sustentabilidade ambiental, que serão cada vez mais importantes para o futuro do mercado das máscaras comunitárias e não só.

Como tudo começou?

Num primeiro passo, com as notícias de penúria de equipamentos de proteção individual e máscaras para o SNS, houve variadíssimas empresas que se disponibilizaram para voluntária e altruisticamente produzir e oferecer equipamentos. No final de fevereiro já Espanha estava com graves problemas, Itália também e as notícias da falta de equipamento tinham corrido. Portanto, houve um conjunto de empresas, umas 150, que nos contactaram e disseram “ajudem-nos, nós não sabemos o que são EPI, nunca fizemos, queremos fazer, queremos ajudar mas não sabemos como fazer”. Aliás, numa fase inicial, fizemos isto completamente pro bono, juntámo-nos à solidariedade das próprias empresas e verificámos que não havia matéria-prima em Portugal. Durante este tempo, até final de março, primeira semana de abril talvez, o nosso foco foi onde é que vamos encontrar materiais que sejam adequados para fazer isto. Quer dizer, não há não-tecidos, faz-se com malhas, faz-se com tecidos, faz-se com o que estiver à mão.

O cenário era de guerra, todos os dias víamos a comunicação social a dizer que estava tudo dependente da China, não se consegue importar e temos os nossos profissionais desprotegidos. Era tão difícil aprovisionar máscaras como matéria-prima para fazer máscaras, daí termos ido à procura de outro tipo de materiais. Fomos à procura de produzir não-tecidos em Portugal, mesmo que as empresas estivessem a fazer para outras aplicações, como geotêxteis e área automóvel. Falámos com elas e desafiámo-las, dentro daquilo que os seus equipamentos e processos permitiam, a fazer alterações para produzir qualquer coisa que pudesse ser utilizada para este fim. Em simultâneo, percebemos que haveria uma fase em que os portugueses teriam que andar com máscara e a nossa ligação ao Infarmed e à DGS foi muito grande e muito aberta desde a primeira hora. Trocámos tudo o que tínhamos a trocar e houve muita disponibilidade do lado deles. Eles tinham desafios também, necessitavam que alguma coisa fosse feita em Portugal e como percebemos que mais tarde ou mais cedo os portugueses tinham que andar de máscara, e naquela altura havia muita dificuldade em usar máscaras cirúrgicas porque essas eram cruciais para os serviços de prestação de cuidados de saúde, tínhamos que encontrar uma solução. E a solução era perceber o que é uma máscara, o que tem de ter, que função tem que cumprir. Chegámos a ter 200 empresas a pedir ajuda e o que fizemos foi “não vamos ajudar uma empresa, vamos ajudar todas”. E publicámos dossiers técnicos com informação.

Porquê publicar diferentes dossiers?

O problema não é o mesmo. O problema das confeções é um, o problema da têxtil é outro e nós fomos aos dois lados. No caso da confeção, foi reunir toda a informação que temos, todo o know-how sobre EPI, porque o CITEVE é um organismo acreditado há muitos anos para a certificação de EPI. Pegámos em tudo o que sabíamos e pusemos as nossas equipas a fazer esse trabalho. Mas não há ninguém em Portugal para testar máscaras, nem o CITEVE – não era uma necessidade portuguesa. Tivemos que construir e adaptar equipamentos e tivemos que comprar equipamentos no início de abril. Em meados de maio já estávamos a fazer ensaios a máscaras, nessa altura numa perspetiva de fazer máscaras para o SNS. Nas primeiras máscaras que trabalhámos não havia certificação, não havia nada. O que trabalhávamos eram máscaras, nomeadamente em não-tecido que se foi conseguindo arranjar, para abastecer o SNS. O que fizemos a seguir foi, sabendo nós minimamente o que é uma máscara e com a DGS e o Infarmed a saberem muito bem que tipo de utilização de máscara estavam a prever para o futuro em Portugal, estudar em conjunto o que é uma máscara comunitária, porque era um conceito que não existia. Portugal foi pioneiro, juntamente com França. Aliás, devo confessar que estivemos sempre articulados com outros centros tecnológicos europeus, sobretudo o belga Centexbel, que tinha ensaios acreditados.

Como foi desenvolvida a certificação das máscaras comunitárias?

Para as máscaras comunitárias chegámos à conclusão que o mercado estava cheio de coisas perigosas, porque analisámos muita coisa que andava por aí e percebemos que eram perigosas. Testámos soluções caseiras – feitas com panos de cozinha, t-shirts, lençóis, filtros de café, etc. –, caracterizámos isso tudo e chegámos à conclusão que não iam proteger as pessoas. Uma máscara que é completamente impermeável não funciona como máscara, os aerossóis saem por um dos lados. Não havia noção, por exemplo, da importância do clip nasal – nas primeiras máscaras que chegaram aqui, as pessoas tentavam copiar as máscaras cirúrgicas mas não tinham informação suficiente para perceber que o clip nasal é de capital importância para fechar. A partir do momento em que são estabelecidas estas regras, passa a ser proibido vender em Portugal máscaras que não cumpram estas especificações. E também as máscaras cirúrgicas não são as máscaras que cumprem melhor a função de máscara comunitária. A máscara comunitária – o nome saiu daqui, internacionalmente chamam-lhe máscara social – tem como objetivo proteger a comunidade e proteger cada um de nós através da proteção da comunidade. Esse é o princípio. Mas era preciso ajudar quem queria fazer máscaras.

Obviamente, dissemos que fazíamos a verificação dos dois parâmetros fundamentais, que são a capacidade de filtração de partículas e a respirabilidade, mas para ser reutilizável é necessário que, no mínimo resista a cinco lavagens, é preciso lavar, é preciso verificar que mantém o funcionamento depois das lavagens e que a máscara no primeiro dia e no último dia do seu ciclo de vida funciona. Formalmente não é um sistema de certificação, porque operacionalmente, dentro do CITEVE, ia ser mais complexo. Não teríamos tido a capacidade de resposta que tivemos, muito menos na urgência em que tínhamos que montar o processo de produção, encontrar as matérias-primas, afinar os processos de produção, produzir as máscaras e colocar no mercado. O tempo era muito curto, tínhamos que encontrar formas rápidas que depois vieram a ser seguidas por outros países.

O que diferencia os níveis de máscaras?

A segurança de uma máscara nunca pode ser dissociada do tipo de utilização, nomeadamente da distância social. Uma máscara para uma distância social média de dois metros tem de ter determinadas características, se for para uma distância de um metro tem que ter outras e se for para distância zero, que é o que acontece com os profissionais de saúde, que estão em contacto com pessoas contagiadas, ainda tem de ter outro.

Porquê criar um selo?

Nós criámos o selo para distinguir positivamente quem se preocupasse em colocar no mercado produtos que não são perigosos e em boa hora o fizemos. Quando emitimos a primeira declaração de conformidade, enviamos ao mesmo tempo o selo para poder ser utilizado pelas empresas. E associamos a isto um outro serviço: publicar online todos os produtos que são aprovados. Isso teve dois objetivos. O primeiro foi facilitar, porque estávamos a receber centenas de emails a perguntar se vendíamos ou quem vendia máscaras e batas. Era uma coisa impossível. Colocámos quatro colegas numa espécie de call center, que ainda mantemos, a receber emails e a atender telefonemas e mesmo assim as pessoas ligam para cá e não conseguem falar com ninguém. Mas não posso pôr mais gente a fazer aquilo. Outro dos objetivos de publicar no nosso site foi que se uma confeção quer saber quem vende matéria-prima, está lá a lista de vendedores de matéria-prima. Se é um cliente final que precisa de comprar batas, está lá uma lista também.

Quantas empresas recorreram ao CITEVE até à data?

Entre 1 de abril e 29 de maio vieram cá 1.066. Dessas, mais de metade nunca tinha vindo ao CITEVE.

Das amostras apresentadas, quantas foram já aprovadas?

Entraram 7.175 amostras e já respondemos a 5.054. Destas, aprovamos 1.626, o que corresponde a uma taxa de aprovação até ao momento de 32%. Mas há uma curva de aprendizagem fabulosa do sector. Na primeira semana de abril, a taxa de aprovação andou nos 5%. Na última semana de maio, a taxa de aprovação teve uma média de 48%.

Quais são os principais problemas que tem identificado nas recusas?

Em primeiro, a respirabilidade e a retenção de partículas são inimigas. Quanto mais fechamos uma estrutura, melhor filtra, mas pior respira. O segundo problema são os tratamentos térmicos – temos muitos problemas de matérias-primas que se mostraram adequadas mas depois leva-se uma máscara para uma calandra e a estrutura encolhe. 5% de encolhimento numa t-shirt não altera radicalmente a performance da t-shirt, 5% de encolhimento numa máscara significa uma mudança radical no comportamento à respirabilidade e à filtração. Esses são os problemas sob o ponto de vista dos materiais, coisa que pôs muita gente nervosa, pessoas que compraram matérias-primas certificadas mas que depois chegavam cá as máscaras e não eram aprovadas. Outra área onde falhou muita coisa foi na resistência à lavagem, sobretudo clips e elásticos. A certa altura passámos a aconselhar as empresas que tinham problemas com o clip a optar por um clip amovível – assim já não tem que ir à máquina de lavar. Desta maneira resolveu-se muitos problemas de empresas que tinham chumbado e depois recuperaram os seus produtos porque encontraram uma solução com uma casa para introduzir o clip.

Que investimentos foram efetuados para dar resposta aos pedidos?

Nos últimos dois meses investimos 500 mil euros.

E em termos de recursos humanos?

Tivemos mais ou menos 100 pessoas envolvidas. Houve coisas que pusemos em stand-by, os nossos projetos internacionais pararam e mobilizámos as pessoas para este projeto. Atualmente temos 145 pessoas e estamos a recrutar. Mas estamos a tentar perceber o que é que vai ficar como velocidade cruzeiro, porque o que ficar nesta área estará acima da nossa capacidade pré-determinada.

No pico, quantos pedidos de certificação recebiam por dia?

Cerca de 250 pedidos. O grande pico foi uma semana depois de ter saído a legislação.

E agora, tem diminuído?

Continuamos a receber à volta de 120 pedidos por dia.

Qual é o tempo de resposta?

Estamos a responder em três semanas. No início respondíamos em cinco dias, mas é impossível responder em cinco dias. Mesmo um caso que não tenha nenhum problema pelo caminho, os pedidos ficam em fila de espera até entrar no laboratório uma semana ou mais e depois é preciso mais uma semana e meia – estamos a falar de fazer lavagens, etc. Há casos mais longos, mas temos um cliente espanhol que pediu ajuda e no email disse-me que em Espanha, neste momento, dão cinco a sete semanas para um resultado preliminar e 12 semanas para o certificado.

Vamos ter mercado a médio e longo prazo?

Vamos, mas não vai ser igual. Estou convencido que as máscaras vieram para ficar, o produto vai evoluir muito, tenho a certeza. Um dia destes, quem tem antibacterianos nas máscaras vai ter de tirar – estamos a falar de antibacterianos encostados às mucosas. Isso é só um exemplo.

Nós introduzimos alguns critérios que não éramos obrigados, estamos a cumprir as regras para as crianças, em termos de riscos de atafegamento e riscos de partes pequenas. Não havia nada escrito sobre isso, nós é que dissemos que os modelos de criança têm que responder a isto. O produto vai ser também diferente, vai haver muito mais variantes. E estou a preparar para encerrar o projeto Covid no CITEVE.

O projeto não é rentável?

Não. O CITEVE decidiu fazer um preço especial porque estava imbuído do espírito social, como todas as empresas. Tivemos três fases: a fase do voluntarismo para oferecer máscaras, a fase de fazer máscaras para o povo português e a fase da exportação. O CITEVE neste momento não tem nada que estar a praticar preços sociais, isto é um produto como outro qualquer. Não posso agora aumentar os preços no mesmo contexto, correndo o risco de ser conhecido como quem prejudicou umas empresas em relação a outras. Mas vamos encontrar uma solução. Isto vai acontecer porque de qualquer maneira a exceção da Comissão Europeia para a produção também vai acabar. Eu já estou preocupado com o futuro.

Qual é o cenário pós-pandemia?

Vamos atingir uma nova normalidade, que é mais parecida com o passado do que temos hoje, mas que não é igual ao passado. Vai haver proteção individual associada à moda, vai haver máscaras, vai haver matérias-primas novas a serem desenvolvidas para aplicações da área hospitalar, para que não sejam incinerados todos equipamentos – estamos a incinerar toneladas de polímeros todos os dias e isso tem que acabar. Já estamos a trabalhar nisso. Às vezes é preciso acontecer qualquer coisa de anormal para se pensar no mundo de uma forma diferente. Por uma questão de proteção dos profissionais e dos doentes, os serviços nacionais de saúde sempre foram muito relutantes em relação aos equipamentos reutilizáveis. Ponto número dois, os ciclos de lavagem de desinfeção e esterilização de EPI, ou melhor de fardamento hospital aplicado a EPI, destrói-os – para ser reutilizável cinco vezes não faz sentido nenhum, agora uma coisa que possa ser usado 25 ou 50 vezes começa a ser interessante. Mas se é com métodos físicos ou se é com métodos químicos, é preciso discutir tudo. Neste momento, com a penúria de dispositivos médicos, houve hospitais que levaram as batas, desinfetaram e usaram de novo, até máscaras foram utilizadas de novo e de repente as autoridades de saúde – e não estou a falar de Portugal, mas da Europa – começam a dizer que temos de pensar nisso. Nós pusemos isso na agenda no dia 12 de abril, quando esteve cá o Primeiro-Ministro. Agora a urgência é o Covid mas a sustentabilidade não morreu. Andámos a fazer o trabalho que fizemos na área da sustentabilidade, agora estamos focados no Covid. Faça-se o que for necessário para salvar as pessoas, mas o planeta está aí e temos que tratar do planeta. E neste momento isso está verdadeiramente em cima da mesa.

Que indústria têxtil vamos ter depois do Covid-19?

Vamos ter a mesma. Neste momento há gente a tentar contratar confeções para fazer moda e não há porque está toda a gente a fazer máscaras. Há gente até que fala disso com amargura. São as empresas que, no momento da desgraça, quando deixaram de fazer encomendas, também deixaram os seus subcontratados sem nada. Esses subcontratados vieram ao CITEVE para terem ajuda para fazer máscaras e estão a fazer. Por isso é que temos tanta gente que não vinha cá, porque não tinham contacto com o cliente final. Estamos a falar de quem nunca teve necessidade de vir cá. Estas pequenas unidades ficaram sem eira nem beira no final de março e por isso é que se vê tantas pequenas empresas na lista dos certificados. As empresas mexeram-se e eu estou, sinceramente, contente com isso. Há empresas que nunca tinham experimentado um processo de desenvolvimento, foi um upgrade em termos de mindset e de negócio. Na quota-parte em que o CITEVE ajudou a criar condições para estas empresas se mexerem, sinto-me extremamente orgulhoso. Isto vai deixar um rasto nestas empresas.

Quando vier outro desafio, a preparação é outra coisa, a começar pelo mindset. Desta vez, as pessoas não vieram pelo sentido estratégico, vieram por necessidade. O nosso sector está muito exposto à noção da responsabilidade social a sério, porque há unidades que estão num lugar onde várias famílias à volta trabalham naquele local e fazerem um lay-off pode parecer confortável para a empresa mas a empresa sabe que o trabalhador só está a receber dois terços daquilo que recebia normalmente e sabe que o terço que falta pode fazer muita falta. As empresas pediram para as ajudar a não terem que ir para lay-off, mexeram-se para ter coisas para fazer e estão a fazer e isso deixa-nos a nós, pertencentes a este sector, muito orgulhosos.

O que reserva o futuro, na sua opinião, em termos de mudança de mindset e potencial área de negócio para as empresas?

As empresas de confeção agora já sabem fazer mais uma coisa e se amanhã tiverem de fazer outra, vão chegar-se à frente. Mas não tenho dúvida que o nosso negócio vai voltar a ser um negócio da moda, o negócio da moda de elevada performance, com elevados índices de sustentabilidade, ainda vai fazer mais sentido e essa é a nossa praia. Se Portugal não desperdiçar o que sabe, não desperdiçar a infraestrutura que tem, pode liderar muitos processos nesta nova Europa, que não vai com certeza querer continuar a estar dependente de países terceiros para o abastecimento de equipamentos tão básicos mas tão críticos como máscaras ou batas. Portugal pode faturar com essa possibilidade. Portugal tem capacidade de industrialização de produtos dentro do espaço europeu, sejam eles para ambiente hospitalar ou para fora, e a própria questão da abertura dos mercados neste momento está colocada em cima da mesa.

Que análise faz dos nossos concorrentes?

Estamos a concorrer com Itália, Alemanha… Mas temos condições. Temos que exportar bem e com grande valor acrescentado. Há países que até têm capacidade tecnológica na área têxtil mas depois não têm capacidade industrial porque a perderam. Há países que têm uma grande capacidade produtiva – países do leste – mas não têm capacidade tecnológica. Isto veio provar a nossa capacidade de reação. As máscaras têm conhecimento, que foi organizado muito rapidamente. O CITEVE foi muito mais rápido que os seus colegas europeus. A prova tem a ver com o número de certificados que estão emitidos. Isto não é uma coisa do outro mundo, mas há coisas do outro mundo que podemos fazer.

Acredita que esta área veio para ficar no nosso tecido industrial?

Posso garantir que nos próximos tempos vamos ter muita atividade relacionada com isto. Toda a Europa fez investimentos na área das máscaras cirúrgicas e agora, não tenho dúvida, está tudo por discutir quando falamos de equipamentos reutilizáveis com elevada performance e com a capacidade de desenvolver serviços associados ao produto, assim como os processos de limpeza. Há um conjunto de ideias, temos projetos a decorrer. E se for com ozono, raios gama, ultravioleta e outras coisas que agora não vou dizer, será que não conseguimos o mesmo nível de desinfeção sem estar a deteriorar o material, uma vez que a temperatura e a ação mecânica são, de facto, uma desgraça para o EPI, nomeadamente feito em não-tecido, que tem muita dificuldade em resistir?

António Braz Costa

Portanto, há uma nova era e, aí sim, é negócio para Portugal, porque já não estamos a falar de uma coisa que se vende por meia dúzia de cêntimos, mas de uma coisa que até pode associar um serviço e pode ser uma oportunidade para as empresas de bens de equipamentos em Portugal. Quem sabe de indústria têxtil e quem já está habituado a ser o melhor do mundo no seu segmento para estas áreas da lavagem da desinfeção e da esterilização, há aqui oportunidades.