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Hanesbrands expande na Europa

A Hanesbrands revelou um forte terceiro trimestre no final de outubro, resultado das boas vendas e do contributo dos lucros das suas novas aquisições: DBApparel e Maidenform. Embora o lucro líquido tenha caído 5% no trimestre do ano passado, este foi distorcido por 63 milhões de dólares em encargos incorridos pelas duas aquisições, enquanto as vendas líquidas subiram 17%, ou 1% a taxa de câmbio constante sem os contributos dos novos negócios. As vendas líquidas aumentaram para todos os seus segmentos de negócio, com a Maidenform a contribuir com 115 milhões de dólares em receitas e a DBApparel com 81 milhões de dólares. A Hanesbrands comprou em julho a líder europeia de lingerie DBApparel – dona das marcas DIM, Playtex, Wonderbra e Shock Absorber – num investimento de 400 milhões de euros. Este negócio ocorreu quase um ano após a aquisição por 581 milhões de dólares da Maidenform. Juntas, Hanesbrands e DBA compõem uma das maiores empresas de vestuário interior básico do mundo, com um valor combinado de cerca de 6 mil milhões de dólares. Segundo o CEO Richard Noll, em declarações a analistas, embora apenas possua a DBApparel há poucos meses, a prioridade agora é focalizar o desenvolvimento do seu plano de integração para o novo negócio. No entanto, Noll também sugeriu que a empresa ainda estava aberta à ideia de novas aquisições no futuro. O CEO da Hanesbrand referiu ainda a analistas que o crescimento da DBApparel na Europa terá de ser feito numa base de país a país, de modo a melhorar a posição da marca. «Quando olhamos para a Europa, no mercado de roupa interior não há Europa. Há países. E cada país tem o seu próprio conjunto de marcas, muitas das quais já existem há 60 a 100 anos, são fortes nas suas categorias», explicou. Por outro lado, Richard Noll afirmou que há duas áreas onde a Hanesbrands tem vantagem, sendo a primeira a sua plataforma Innovate-to-Elevate, que combina o poder da marca com a inovação do produto. «Achamos que os consumidores estão a procurar os mesmos tipos de coisas em produtos de vestuário interior em muitos destes países, da mesma forma como estão nos EUA, México, Canadá ou Brasil. Por isso, vamos ser capazes de conduzir a nossa plataforma de inovações entre países e entre as marcas», acrescentou. A segunda, apontou, é a cadeia de fornecimento global da empresa e a oportunidade de ampliá-la. «Vai ser um pouco um modelo híbrido na Europa», onde há marcas específicas de cada país e organizações comerciais focalizadas em consumidores locais, «mas nós vamos ser capazes de obter vantagens de escala ao fomentar a plataforma de inovação Innovate-to-Elevate de forma transversal, assim como alavancar a nossa cadeia de fornecimento global. Do nosso ponto de vista, as aquisições funcionam muito bem nisso. Uma empresa pode comprar um forte número um ou número dois, ligá-lo às suas plataformas globais e cadeia de aprovisionamento e criar efetivamente muito valor para os acionistas», sustentou. Para além da ampliação através das aquisições para alastrar a sua nova plataforma Europeia, o CEO da Hanesbrand sugere que haverá também uma quantidade razoável de crescimento orgânico. «Em alguns destes mercados mais desenvolvidos há fortes posições de marca, por exemplo na Alemanha. Embora tenhamos uma posição forte com a aquisição da DBA e uma posição forte nas meias, não temos necessariamente uma posição forte na roupa íntima masculina ou até mesmo na roupa íntima feminina. Temos esforços para impulsionar o crescimento orgânico nestes casos», reconheceu. Richard Noll referiu ainda que uma aquisição neste mercado poderá não estar fora de questão numa perspetiva de longo prazo. O CEO revelou que «vamos ter que olhar para isto país a país, categoria a categoria, mas temos muitas oportunidades quando integrarmos plenamente a DBA [para] usar isso como plataforma para o crescimento continuado na Europa por muito tempo». O responsável apontou também para a Ásia, onde a Hanesbrands tem feito uma série de pequenas aquisições ao longo do tempo.