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Hazo à marca própria

Lançada pela Linolito em 2013, a Hazo está a investir nos mercados externos para crescer e as meias e roupa interior da marca representam já um terço da produção da empresa.

Com uma experiência acumulada de cerca de duas décadas na produção de meias, a Linolito decidiu avançar há cerca de quatro anos para uma marca própria neste segmento. «Enquanto produtores sentimos a necessidade de ter uma marca própria que nos permitisse, no fundo, divulgar os nossos produtos a outros mercados», explicou Ana Mendes, project manager na Linolito, na edição de julho do Jornal Têxtil.

Meias, das mais clássicas às fantasias, para homem, senhora e criança e roupa interior de homem e senhora fazem parte das propostas da marca, que começa a dar os primeiros passos na exportação. «Temos alguns clientes, principalmente nos mercados espanhol e francês», revelou Ana Mendes. «O objetivo é conseguir internacionalizar para outras áreas um pouco mais além. Um dos nossos focos está na Alemanha, Holanda e Escandinávia e em países como os EUA, que também são interessantes para nós», enumerou.

Para chegar mais longe, a Hazo tem vindo a participar em várias feiras, entre as quais o Salon International de la Lingerie em Paris e, mais recentemente, a Ispo Munich. «Como forma de internacionalizarmos a marca, a Ispo Munich mostra-se como a melhor opção, porque é uma feira técnica, dedicada ao desporto. Como temos artigos que se adequam para a prática desportiva, é muito interessante», afirmou Ana Mendes.

Na segunda presença em Munique – a primeira foi em 2016 –, a marca fez um «balanço positivo» da participação, tendo recebido no seu stand «alguns clientes interessados, que têm apreciado o artigo e têm dado um feedback positivo. Estamos confiantes que vai dar frutos daqui para a frente», adiantou a project manager ao Jornal Têxtil.

Com 10 pessoas ligadas diretamente ao projeto desta marca própria, a Hazo representa já «um terço da produção da Linolito», reconheceu Ana Mendes. A empresa trabalha ainda em private label e conta também com a marca própria Minhon, dedicada ao segmento de vestuário infantil.

O ano de 2016 foi de consolidação para a Hazo, referiu a project manager. «Foi um ano em que sentimos que o mercado voltou a pedir artigo como já há alguns anos que não pedia», esclareceu. No entanto, apontou, «notámos também que o mercado mudou um bocadinho: cada vez pede mais em cima da hora, as compras começam a ser planeadas com menor antecedência e, como tal, o planeamento dos nossos clientes acaba por afetar também o nosso». Em resumo, concluiu Ana Mendes, «foi um ano de adaptação às novas condições do mercado».