Início Destaques

Heimtextil muda datas

Depois de 45 anos a realizar-se de quarta a sábado, a feira de têxteis-lar de Frankfurt ouviu os expositores e alterou as datas. Em janeiro de 2016, a Heimtextil, que se realiza de 12 a 15 de janeiro, ocupa apenas dias úteis, de terça a sexta-feira, mostrando que está atenta à evolução do mercado.

«Faz completo sentido mudar as datas», acredita Meike Kern, diretora da Heimtextil, que esteve em Portugal no passado mês de setembro durante a apresentação das tendências da maior feira de têxteis-lar do mundo (ver Elogio à autenticidade). «A vida está cada vez mais rápida e às vezes é preciso que nos foquemos em nós próprios. As pessoas querem o seu fim de semana», acrescentou, reforçando que a mudança resulta de um inquérito realizado entre os expositores. «Além disso, o comércio a retalho beneficia do sábado sem feira», sublinhou.

As datas são uma das novidades da próxima edição da Heimtextil, que trará também o novo conceito “Intimate Retail”, uma área cuja concretização estará a cargo do gabinete de tendências WGSN onde será possível “espreitar” para o futuro do retalho. «Estou muito curiosa em relação ao que o WGSN vai fazer», confessou Meike Kern, que destacou ainda ao Portugal Têxtil a importância da sustentabilidade, não só para a Heimtextil mas para os próprios expositores, incluindo os 63 portugueses que deverão marcar presença nesta edição. «Sei que alguns expositores portugueses já estão a trabalhar nesse aspeto, porque estão no Green Directory [diretório de expositores com produção sustentável], mas acho que pode haver potencial nessa área. Não é uma tendência que se vai desvanecer – será o nosso futuro», revelou.

Ainda a cerca de dois meses de abrir as portas, a organização da feira, a cargo da Messe Frankfurt, antecipa um aumento no número de expositores, face aos 2.723 que estiveram presentes na edição deste ano. «O aumento vem especialmente de Itália e da Bélgica», indicou a diretora da Heimtextil, acrescentando que haverá um crescimento no número de empresas na área dos têxteis para decoração e mobiliário, em parte resultante do «declínio da feira belga Mood», referiu.

Em relação aos visitantes, as expectativas passam sobretudo por manter os números de 2015 (cerca de 68 mil profissionais). «Se mantivermos esse número estável ou tivermos um pequeno aumento em comparação com este ano, seria perfeito. A verdade é que já não há mais retalhistas para aumentar o número de visitantes, não há muito mais pessoas que tenham a coragem de criar novos negócios, por isso, se estabilizarmos ou conseguirmos um pequeno aumento de 1%, ficaria feliz», afirmou Meike Kern.