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H&M apresenta Arket

10 anos depois de ter começado a alargar o seu portefólio de marcas, a H&M apresentou hoje a sua nova cadeia de lojas, batizada Arket. De acordo com a retalhista, a Arket será lançada depois do verão, inicialmente na Regent Street, em Londres, e online para 18 mercados europeus, seguindo-se a abertura de lojas em Bruxelas, Copenhaga e Munique. A nova marca vem juntar-se às propostas da & Other Stories, Cheap Monday, COS, Monki e Weekday, bem como à marca H&M.

Já passou quase uma década desde que a H&M começou a adicionar novas cadeias à sua oferta com o lançamento da marca Cos. A Arket agora apresentada pela gigante do retalho de moda vai concentrar-se, como revelou a empresa, em «produtos essenciais para homem, mulher, criança e casa».

Particularmente interessante é o facto de a nova cadeia de lojas oferecer também artigos selecionados de outras marcas. «Acreditamos que é relevante para um cliente moderno reunir marcas diferentes debaixo do mesmo teto, num único canal – e fazermos essa escolha por ele e também tornar isso mais conveniente», afirmou, ao portal The Business of Fashion, Ulrika Bernhardtz, diretora criativa da Arket.

O produto Arket terá um preço ligeiramente superior ao da marca H&M, com as camisas masculinas, por exemplo, a custarem entre os 39 e os 115 euros.

«Ao começarmos este projeto, há pouco mais de dois anos, fizemos uma pesquisa bastante extensa e o que vimos foi uma ampla base de clientes que está à procura de produtos clássicos de qualidade num ambiente que deve ser simples e inspirador, colocando também o nosso design ao lado de marcas complementares», acrescentou Lars Axelsson, diretor administrativo da Arket. «Hoje o cliente está muito ocupado, está à procura de conveniência, mas também de um lugar do qual pode realmente desfrutar», sublinhou. As lojas da Arket incluirão ainda um espaço de refeição/cafetaria com nova cozinha nórdica.

Em sueco, Arket significa “folha de papel”. «Isso relaciona-se com a nossa origem na tradição nórdica de design funcional e duradouro e simboliza a folha em branco, o sentido de otimismo e a possibilidade que sentimos ao criar esta nova marca», explicou Ulrika Bernhardtz, diretora criativa da Arket.

A aposta na Arket faz parte dos planos previamente anunciados pela H&M de «lançar uma ou duas marcas novas em 2017» e surge num momento de expansão para a segunda maior retalhista de vestuário do mundo, depois da Zara.

O grupo H&M deverá abrir 430 novas lojas neste ano, incluindo pontos de venda no Cazaquistão, Colômbia, Islândia, Vietname e Geórgia. A Arket é também parte integrante de uma estratégia mais vasta para o grupo expandir o seu raio de ação e melhorar os serviços online, numa tentativa de recuperar a quota de mercado perdida.

Esta manhã, a empresa divulgou também os resultados financeiros do primeiro trimestre.

As vendas do grupo aumentaram 7%, para 5,4 mil milhões de coroas suecas (aproximadamente 565 milhões de euros), mas os lucros antes dos impostos caíram para 3,2 mil milhões de coroas suecas em relação ao terceiro trimestre do ano passado, de 3,33 bilhões.

A H&M admitiu que as condições continuaram «muito complicadas» em muitos mercados europeus e nos EUA, com as expectativas dos consumidores e o seu comportamento de compra a mudarem rapidamente, o que, segundo a empresa, se refletiu nas vendas. Como revela o portal Bloomberg, a retalhista de moda rápida aprovisiona cerca de 80% dos seus produtos na Ásia, onde a força do dólar tem inflacionado o custo de compras de vestuário. O crescimento nas vendas em moeda local para o primeiro trimestre ficou também aquém da meta anual estabelecida em janeiro de cerca de 10% a 15%, com 4%.

Não obstante, as vendas online da COS, & Other Stories, Monki, Weekday e H&M Home continuaram a desenvolver-se bem.

Neste âmbito, adianta o The Financial, a H&M planeia explorar a sua implantação online em seis novos mercados – Turquia, Taiwan, Hong Kong, Macau, Singapura e Malásia – ainda no primeiro semestre de 2017.