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H&M com boas-novas

A retalhista sueca atravessa uma semana atarefada. Depois do anúncio de um crescimento de 10% nas vendas – que gorou, porém, as expectativas –, a H&M anunciou a sua mais recente colaboração de moda com pegada sustentável. A cantora M.I.A. juntou-se à já considerável lista de alianças da marca e os resultados vão ser conhecidos em abril.

A H&M, segunda maior retalhista de moda do mundo depois Zara, advertiu no final de janeiro que os descontos encetados para escoar o stock de inverno, depois do clima excecionalmente quente em mercados-chave, iriam atingir os resultados de dezembro a fevereiro, meses que consubstanciam o seu primeiro trimestre fiscal.

As vendas em fevereiro subiram 10% em termos de moeda local em relação ao ano passado, um pouco abaixo da previsão da Reuters com analistas, que esperava de um aumento de 11%. O crescimento da H&M nas vendas situou-se nos 10% em dezembro e nos 7% em janeiro.

As ações da retalhista desceram 2,6%, na terça-feira, depois de ter registado vendas líquidas de dezembro a fevereiro de 43,7 mil milhões de coroas (aproximadamente 4,7 mil milhões de euros), acima dos 40,3 mil milhões do ano anterior, mas abaixo da previsão de 44,0 mil milhões.

A H&M, que em janeiro referiu também que o aumento nos custos de compra, devido a um dólar forte, pesaria sobre as margens trimestrais, deverá publicar o seu relatório de lucros total a 6 de abril. «O lado negativo desse trimestre será provavelmente uma margem bruta muito fraca, com a rentabilidade ferida pela força do dólar e pelos descontos pós-natal», apontou a analista do Société Générale, Anne Critchlow, à agência Reuters.

A retalhista sueca, que tem a maioria das vendas na Europa, com a Alemanha como principal mercado, coloca mais sourcing na Ásia em dólares norte-americanos do que o grupo Inditex. O grupo espanhol, que tem estado menos exposto às oscilações climáticas, e que tem um modelo de distribuição que difere da H&M, revelou na semana passada que as suas vendas nas cinco semanas a partir de 1 de fevereiro haviam subido 15% (ver Inditex imparável).

Critchlow considera ainda que as diferenças entre a H&M e a Inditex são cada vez mais visíveis. «A Inditex é menos afetada pela força do dólar, devido à sua dependência de aprovisionamento “próximo de casa” para 65% dos seus produtos», afirmou, acrescentando ainda que «a fraqueza na margem bruta devido a descontos não é uma característica dos relatórios da Inditex devido ao seu modelo, que traz benefícios de precisão quando encomenda os produtos aos seus fornecedores».

Nova parceria
Além da divulgação das vendas, a marca sueca renovou também esta semana o seu compromisso com a redução do impacto da moda no meio ambiente. Em abril, a H&M vai juntar-se à cantora M.I.A para a primeira World Recycle Week – que acontece de 18 a 24 de abril.

Os frutos da nova parceria da retalhista de moda incluem o lançamento de um videoclip da cantora – a 11 de abril, na morada online da H&M –, bem como a ambiciosa iniciativa Garment Collecting da H&M. O plano é recolher 1.000 toneladas de roupas que consumidores em todo o mundo deixaram de usar.

A campanha também terá um interessante elemento online, com as principais bloggers de moda a mostrarem a reciclagem das suas roupas em vídeo. A H&M pretende também incentivar os seus consumidores globais a criarem os próprios vídeos com a hashtag #Hmrehaul.