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H&M denunciada por falsa sustentabilidade

A retalhista sueca foi acusada, através de uma ação judicial apresentada no Tribunal Federal em Nova Iorque, de publicidade enganosa e de fraude no descritivo das etiquetas nas linhas de artigos sustentáveis, incluindo a coleção Conscious da H&M.

[©H&M]

A H&M foi denunciada por fraude e falsificação em matéria de sustentabilidade. A retalhista sueca recebeu uma ação coletiva, apresentada no Tribunal Federal de Nova Iorque, por «publicidade enganosa», na qual é acusada de introduzir cartões de pontuação ambientais para artigos sustentáveis nas etiquetas e embalagem de centenas de peças de vestuário, incluindo «informações falsas que não correspondam aos dados subjacentes», escreve o Modaes.com

O documento apresentado alega que, apesar de sua posição como gigante de moda, a H&M criou uma campanha de greenwashing, um conceito utilizado quando uma organização ou marca comunica informações erradas, irrelevantes ou até fraudulentas sobre as características sustentáveis dos seus produtos ou iniciativas.

Um dos exemplos expostos é uma etiqueta de um vestido que refere que foi produzido com menos 20% de água, quando uma investigação independente realizada pelo meio de comunicação Quartz revelou que o vestido foi produzido, na realidade, com mais 20% de água.

Em virtude de casos como este, a H&M foi denunciada por introduzir «dados imprecisos e enganosos» nas suas etiquetas e de «deturpar os seus produtos como melhores para o meio ambiente quando não são». Além disso, a retalhista sueca também foi acusada de praticar atividade enganosa «em todos os produtos sustentáveis».

[©H&M]
O documento destaca que a gigante de distribuição tem comercializado a maioria dos seus produtos como sustentáveis quando, na realidade, «eles não são mais sustentáveis do que os artigos da sua coleção principal», aproveitando-se dos consumidores que estão dispostos a pagar por um valor mais elevado para adquirir produtos ambientalmente mais responsáveis.

A marca foi ainda acusada de deturpar a natureza da sua coleção Conscious, inclusive o descritivo da etiqueta, alegando que as peças são feitas com pelo menos 50% de materiais sustentáveis, como algodão orgânico e poliéster reciclado, quando são realmente «compostos de materiais indiscutivelmente insustentáveis como poliéster».

Além das medidas cautelares e compensações monetárias solicitadas, foi assinada uma petição para que o Tribunal de Nova Iorque abra uma ação judicial coletiva para permitir que outros consumidores que compraram produtos H&M com informações enganosas se juntem ao processo.