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H&M desliza no primeiro trimestre

A marca que ocupa o número dois do pódio do retalho sentiu uma quebra nos lucros relativos ao primeiro trimestre fiscal – mas mais suave do que o esperado – com a diminuição do impacto do dólar, ainda que as vendas de março tenham sido fracas.

A H&M, que tinha advertido em janeiro que uma subida nos custos de compra iria fazer-se sentir no seu primeiro trimestre, devido à força do dólar (ver H&M com boas-novas), explicou, porém, que este impacto negativo já tinha começado a diminuir e deve mostrar-se neutro ou ligeiramente positivo no quarto trimestre. «Já ultrapassámos a pior fase», afirmou Nils Vinge, responsável pela estratégia de investimento da empresa, à agência Reuters.

A retalhista sueca tem desfrutado de uma vantagem de rentabilidade sobre a arquirrival Inditex ao realizar o sourcing na Ásia, em vez da Europa, mas tem visto a vantagem corroída pelo dólar forte, moeda na qual a maioria das fábricas asiáticas é paga.

O lucro antes de impostos de dezembro a fevereiro caiu para 3,3 mil milhões de coroas (aproximadamente 356,7 milhões de euros) em comparação com os 4,7 mil milhões de coroas do período homólogo, na sequência do impacto do dólar e dos descontos oferecidos para escoar o stock de inverno. Ainda assim, superou a previsão de 3,2 mil milhões de coroas apontada por uma pesquisa da Reuters com analistas. A margem bruta na H&M também encolheu menos do que o esperado, para os 52% em relação aos anteriores 55,2%.

As vendas em março, o primeiro mês do segundo trimestre da H&M, cresceram 2% em moeda local, abaixo da maioria das previsões dos analistas, embora Nils Vinge refira que o tempo frio da Páscoa tenha prejudicado as comparações com o ano passado.

Já a Zara viu as suas vendas subirem 15% em taxas de câmbio constantes nas primeiras cinco semanas de seu ano fiscal, que começou em fevereiro.

Em declarações à Reuters, a analista do Société Générale Anne Critchlow considera que os resultados trimestrais da H&M podem ter uma dupla análise. Por um lado, o lucro operacional foi superior ao esperado e, por outro, as vendas de março revelam uma queda de 6%. «Não há nenhuma mudança real na orientação da margem bruta em relação à força do dólar ao longo do ano, o que pode tranquilizar o mercado. No entanto, as vendas de março goraram as expectativas», resumiu.

Recentemente, a H&M anunciou que abrirá o comércio eletrónico a mais 11 países este ano, incluindo o Japão, Grécia, Canadá e Coreia do Sul, a partir de uma meta anterior de nove, elevando o número total de mercados com vendas online para 34.