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H&M distingue inovação verde

Roupa feita de restos de abacaxi, de raízes de cogumelos e que se decompõe depois de usada, roupa que hidrata a pele graças às algas com que foi tingida, um fio que se dissolve a altas temperaturas e um ambicioso projeto de economia circular são as cinco ideias vencedoras da 3.ª edição do Global Change Award, promovido pela Fundação H&M.

Agora, a Fundação H&M precisa da ajuda do público global para dividir o prémio de 1 milhão de euros entre os cinco vencedores. A votação online decorre em globalchangeaward.com até ao próximo dia 16 de março. Todas as cinco soluções amigas do ambiente e disruptivas para a indústria da moda recebem dinheiro, resta apenas saber quanto cabe a cada uma.

Eis os projetos selecionados para a edição anual do concurso iniciado pela Fundação H&M em 2015 (ver H&M premeia inovação).

Crop-A-Porter

A Crop-A-Porter tem por base a criação de biofibras sustentáveis a partir de restos de colheitas de linhaça, cana de açúcar, banana e ananás – que normalmente são queimados ou ficam a apodrecer, libertando dióxido de carbono e gás metano para a atmosfera.

Algae Apparel

Considerando que a produção de fibras naturais e os processos de tingimento são problemáticos em termos de consumo de água e de poluição, a Algae Apparel propõe a transformação de algas em biofibras e, simultaneamente, a sua utilização como corantes naturais, resultando em roupas que hidratam e protegem a pele do utilizador.

Na corrida estão também os projetos da Smart Stitch e da The Regenerator.

Smart Stitch

O primeiro consiste num fio que se dissolve a altas temperaturas, o que torna a reciclagem e a reutilização mais fáceis. O segundo ambiciona “recircular” a indústria da moda com novas fibras têxteis, separando, através de um processo químico, as misturas de algodão e poliéster.

Por fim, a Fungi Fashion recorre às raízes dos cogumelos para produzir vestuário degradável e à tecnologia de impressão 3D para oferecer peças customizadas aos consumidores.

The Regenerator

«A forma como gerimos e consumimos recursos será crucial para a vida das gerações atuais e vindouras», afirmou Karl-Johan Persson, membro do conselho da Fundação H&M e CEO da H&M. «Todas as indústrias precisam de repensar, inovar e desafiar o status quo. As inovações criativas são essenciais para fazer esta mudança e felicito os vencedores do Global Change Award, todos eles com a capacidade de ajudar a reinventar a indústria da moda, permitindo que produtos e recursos tenham diferentes ciclos em vez de uma só vida», destacou.

Os cinco vencedores foram escolhidos por um painel de especialistas internacionais com conhecimentos extensivos em moda, sustentabilidade, economia circular e inovação.

Fungi Fashion

«Os vencedores do Global Change Award deste ano estão a ajudar à transição para uma economia circular de baixo carbono. Quer se trate de fibras de resíduos orgânicos ou algas ou de novas abordagens à reciclagem, os vencedores mostram projetos potencialmente transformadores – do sourcing ao fim de vida de um produto», reconheceu Vikram Widge, membro do painel de especialistas do Global Change Award.

As equipas que dão rosto aos projetos vencedores e os resultados da votação do público são revelados na cerimónia de entrega de prémios em Estocolmo, Suécia, no próximo dia 20 de março. Os vencedores têm também acesso a um acelerador de inovação de um ano, financiado pela Fundação H&M em colaboração com a Accenture e o KTH Royal Institute of Technology. O acelerador vai levar os vencedores de Estocolmo a Nova Iorque e, daí, a Xangai, munindo-os de ferramentas, contactos e conhecimentos para ajudá-los a alavancar as suas inovações.