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H&M elege Wang

Alexander Wang é o “senhor que se segue” na lista de colaborações da H&M, mas a estreia do jovem criador, que além da sua marca própria é ainda diretor criativo da Balenciaga, reveste-se de maior importância, já que é a primeira vez que a retalhista sueca atravessa o Atlântico e estabelece uma parceria com um designer americano. A coleção Alexander Wang x H&M, a 12.ª da retalhista com designers reputados, inclui vestuário e acessórios para homem e senhora e estará disponível em 250 lojas em todo o mundo, assim como online, a partir de 6 de novembro. Contudo, a H&M indicou que a gama vai «além da moda», com Wang a propor «uma nova abordagem à oferta de produtos lifestyle», embora sem adiantar mais pormenores. «Alexander Wang é uma das vozes mais importantes na moda de hoje», afirmou Margareta van den Bosch, conselheira criativa da H&M. «Ele percebe exatamente o que as pessoas querem usar e fá-lo com uma energia e paixão que é contagiante. É fantástico colaborar com ele este ano», acrescentou. A parceria foi anunciada numa festa em Nova Iorque que celebrou o Festival de Música e Artes Coachella Valley, onde estiveram 700 convidados, incluindo Katy Perry, Robert Pattinson, Kate Bosworth e Alexander Skarsgard, que foram recebidos por um espetáculo de luzes led’s e lasers que projetou o logótipo da colaboração Alexander Wang x H&M. «Sinto-me honrado por fazer parte das colaborações com designers da H&M. O trabalho com a equipa é um processo divertido e excitante. Eles são muito abertos a empurrar as fronteiras e a criarem uma plataforma de criatividade. Será uma ótima forma de um público mais vasto experimentar os elementos da marca e lifestyle da Alexander Wang», referiu o criador. O anúncio surgiu na mesma altura em que a H&M divulgou os resultados de março, que revelaram um aumento de 13% das vendas, incluindo Iva e em moeda local. Estes resultados seguem-se ao crescimento de 11% verificado em fevereiro, 15% em janeiro e 10% em dezembro, o primeiro mês do ano fiscal. No primeiro trimestre do ano fiscal (precisamente entre dezembro e fevereiro), o grupo registou uma subida de 13% das vendas (12% a taxas de câmbio constantes), para mais de 4,2 mil milhões de euros (ver Sobem, sobem, vendas sobem). No final de março, a H&M operava 3.216 lojas, em comparação com 2.853 lojas em igual período do ano passado.