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H&M faz roupa com laranja, ananás e algas

Seda de laranja, pele de ananás e espuma de algas são as novas matérias-primas que a cadeia de fast fashion H&M está a introduzir na coleção Conscious Exclusive, que faz parte dos seus esforços para ter materiais e uma abordagem mais sustentável à moda.

A nova coleção Conscious Exclusive, a nona até agora, contempla um casaco com Piñatex, uma alternativa ao couro derivada das folhas do ananás, e um top do estilo corpete em fibra de laranja, produzida a partir de subprodutos de citrinos. Da oferta fazem ainda parte sandálias produzidas com Bloom Foam, um acetato-vinilo de etileno à base de algas, e botas de cowboy com Piñatex. A coleção fica completa com vestidos em poliéster reciclado, camisas florais em linho orgânico, blusas em algodão orgânico, fatos de banho em poliéster reciclado e brincos em plástico reciclado.

A estética, segundo a H&M, foi inspirada pela «beleza natural que nos rodeia» e pela «importância da natureza no nosso bem-estar». A equipa de design passou minerais, árvores e plantas para jacquards e estampados em tons descontraídos como lavanda, areia, azul-água, azul-petróleo, rosa-coral, preto, dourado e prata.

«Para esta coleção exploramos a beleza na natureza, que é visível nos estampados, assim como nas silhuetas fluídas, na paleta de cores e na atenção ao detalhe», explica, em comunicado, Ann-Sofie Johansson, conselheira criativa na H&M. «Estamos muito entusiasmados por introduzir novos materiais sustentáveis à base de plantas para criar peças de alta performance, bonitas e na moda, que marcam e são, ao mesmo tempo, fáceis de usar», acrescenta.

A H&M tem produzido esta “marca dentro da marca” mais ecológica e de gama mais alta desde 2011. A linha Conscious Exclusive tem permitido testar têxteis experimentais: as coleções anteriores incluíram tecidos feitos com plástico reciclado, caxemira reutilizada a partir de restos de fio e veludo obtido a partir da recuperação de poliéster.

Compromisso para a sustentabilidade

A cadeia de fast fashion tem estado à procura de novidades através do Global Change Awards, um concurso anual que visa promover inovações que baixem a pegada ambiental da indústria.

A H&M mantém o compromisso de usar 100% de materiais reciclados ou aprovisionados de forma sustentável até 2030 e, no novo Relatório de Sustentabilidade, publicado no início do mês, anunciou ter atingido 57% do seu objetivo, em comparação com 35% há um ano.

«Os materiais reciclados são, verdadeiramente, win-win: impedem que os materiais deitados fora acabem em aterros e reduz a utilização de matérias-primas», afirma, em comunicado, Cecilia Brännsten, diretora de sustentabilidade ambiental do grupo H&M. «Contudo, para muitos tipos de têxteis não existem soluções de reciclagem viáveis ou não estão disponíveis comercialmente. Estamos, por isso, a colaborar com cientistas e inovadores para responder a esta mudança, mas ao mesmo tempo estamos a trabalhar para aumentar outros materiais aprovisionados de forma sustentável o mais rapidamente possível», refere.

Neste âmbito, a H&M e a H&M Home vão ter informação adicional sobre os materiais usados no website da retalhista, para que os consumidores possam ver que empresas produziram determinados artigos e aprender sobre a composição dos produtos e soluções para reciclar os artigos usados.