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H&M lança Singular Society

Numa altura em que as vendas estão a sofrer, tendo registado uma quebra de 18% em 2020, a retalhista sueca de fast fashion está empenhada em tornar-se uma referência na sustentabilidade. A mais recente aposta inclui a Singular Society, uma nova marca para básicos de qualidade produzidos responsavelmente.

Singular Society [©Singular Society]

A pandemia não poupou a H&M, que anunciou no passado dia 15 de dezembro que as vendas do ano até 30 de novembro baixaram 18% em moeda local, para 187 mil milhões de coroas suecas (cerca de 18,4 mil milhões de euros). «As abrangentes restrições sociais que envolveram o encerramento temporário de lojas e grandes quebras no tráfego dos consumidores nas lojas físicas levaram a uma descida substancial nas vendas, sobretudo no segundo semestre», justifica em comunicado.

A retalhista sueca, contudo, dá conta de uma «forte recuperação» no terceiro trimestre, que continuou no quatro trimestre. «Entre 1 de setembro e 21 de outubro, as vendas desceram 3% em moeda local, em comparação com o mesmo período do ano passado», revela. No entanto, «entre 22 de outubro e 30 de novembro, as vendas baixaram 22% em comparação com o mesmo período do ano passado, com a recuperação a ter transitado para um novo abrandamento em resultado da segunda onda da pandemia», acrescenta.

Os resultados, que serão aprofundados no relatório que será divulgado a 29 de janeiro, surgem poucos dias depois da H&M ter anunciado o lançamento da Singular Society, uma marca por subscrição que dá aos seus membros acesso a básicos «ao preço que custam a produzir», refere.

A oferta inicial da Singular Society inclui essenciais para o guarda-roupa e para a casa fabricados de forma responsável e com foco na qualidade. «A intenção é expandir a oferta com novas categorias ao longo do tempo, para responder às necessidades e preferências dos membros da marca», indica a H&M, sublinhando que as peças terão sempre «um design intemporal, produção responsável e qualidade capazes de superar o teste do tempo».

Serviço mais do que produto

A Singular Society estará disponível inicialmente no mercado europeu e os membros irão pagar um valor mensal ou anual para ter acesso aos seus produtos. Neste momento encontram-se disponíveis duas modalidades de subscrição, ambas para um período de um ano: uma que permite a aquisição de cinco produtos por mês, no valor de 9,5 euros mensais ou 95 euros para um pagamento anual; e uma segunda que possibilita a aquisição de 25 artigos por mês, com um valor de 19,5 euros mensais ou 195 euros pagos anualmente.

Singular Society [©Singular Society]
O grupo construiu o negócio à volta da ideia de fornecer um serviço, em vez de apenas produtos, tal como faz a Netflix ou o Spotify. «Somos capazes de produzir os nossos produtos de forma responsável – com a melhor qualidade e design possíveis dos melhores produtores mundiais – e vendê-los a uma fração do custo do que as marcas tradicionais iriam cobrar pelos mesmos produtos», justifica o site da Singular Society. «A nossa ideia é ajudar as pessoas a compra menos ao permitir-lhes comprar melhor – o que, genuinamente, é um conceito de sustentabilidade em que acreditamos», acrescenta.

A H&M tem vindo a lançar diversas iniciativas ligadas à sustentabilidade, incluindo através da sua Fundação. Recentemente, estabeleceu um plano de colaboração a cinco anos com o Instituto de Investigação de Têxtil e Vestuário de Hong Kong (HKRITA) para promover o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e fez um acordo com a Renewcell para o fornecimento de celulose produzida a partir de resíduos, além de ter lançado mais uma coleção Conscious Exclusive.