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H&M otimista em relação a 2019

Apesar de 2018 ter terminado com resultados menos bons do que os esperados, o grupo sueco Hennes & Mauritz (H&M) está confiante que 2019 será um ano positivo, após gastos com custos operacionais e atrasos nas melhorias dos seus sistemas logísticos.

Com perspetivas animadora, o grupo H&M divulgou as estimativas para 2019 e os resultados do último trimestre de 2018, assegurando que o novo ano se iniciou de forma positiva.

Os analistas anteviam que os lucros antes de impostos no último trimestre de 2018 atingissem os 5 mil milhões de coroas suecas (quase 482 milhões de euros), mas o resultado foi de 4,35 mil milhões de coroas suecas (cerca de 420 milhões de euros), abaixo dos 4,87 mil milhões de coroas suecas do ano anterior. No entanto, globalmente, as vendas do grupo sueco, cresceram 5% em 2018, para 210,4 mil milhões de coroas suecas (em moeda local, aumentaram 3%). Apesar de o «trabalho contínuo de melhorias» ter prejudicado os lucros, também «contribuiu para gradualmente potenciar o crescimento das vendas e aumentar a quota de mercado na maioria dos mercados, durante a primeira metade do ano», refere o grupo em comunicado.

No final de 2018, entre 1 de dezembro e 28 de janeiro, as vendas da retalhista cresceram 4%, em moeda local. Segundo o grupo, «melhores coleções e o aumento das vendas a preço total» significam que, no primeiro trimestre de 2019, os descontos serão um ponto percentual mais baixos e haverá «melhorias contínuas em relação ao inventário, comparativamente ao trimestre anterior».

O CEO do grupo H&M, Karl-Johan Persson, afirma, citado pelo WGSN, que 2018 foi «um ano desafiante para a retalhista e para toda a indústria. A primeira metade do ano foi particularmente difícil. Contudo, há sinais de que os nossos esforços de transformação da empresa estão a começar a surtir efeitos. Coleções melhores geraram vendas totais melhores e menos descontos no final do ano. Isso deu-nos confiança para acelerar os nossos planos de transformação no quarto trimestre, com um foco específico na melhoria dos nossos sistemas logísticos. Inevitavelmente, resultou no aumento dos custos, mas irá conduzir a várias melhorias para os consumidores».

O crescimento online

Em 2018, as vendas online do gigante sueco aumentaram 22% para 30 mil milhões de coroas suecas e, atualmente, representam 14,5% das vendas totais do grupo, uma subida de 12,5% em relação ao ano anterior. Numa altura em que todos os mercados têm a possibilidade de comprar online e foram adquiridos três armazéns, a retalhista sueca garante estar pronta para processar ainda mais vendas online.

H&M x Eytys

No último trimestre, a H&M superou-se em alguns mercados. No Reino Unido, por exemplo, houve um aumento das vendas online de 38%, o que compensou a descida de 1% nas lojas físicas, conduzindo a um crescimento total de 8%. Em vários mercados a subida foi impulsionada tanto pelas lojas físicas como pelo canal online, nomeadamente na China (24%), Índia (43%) e Rússia (27%). Não obstante, houve outros mercados, como os EUA e a Noruega, que foram mais «desafiantes», revela o gigante sueco, sem revelar pormenores.

A H&M está online em 47 mercados e, este ano, quer chegar ao México e ao Egito. O grupo opera cerca de 4.900 lojas de marcas, incluindo a H&M, COS, Monki, Weekday, & Other Stories e Arket, num total de 71 mercados. Em 2019, a retalhista planeia abrir 175 novas lojas, das quais metade será das novas marcas.

Maureen Hinton, diretora de pesquisas para o retalho na GlobalData, citada pelo just-sytle.com, aponta que, embora o grupo esteja a investir em novas marcas, renovadas gamas de produtos e a melhorar a sua oferta, ainda está atrás dos seus concorrentes em alguns serviços de comércio eletrónico, como na compra online e recolha em loja, devoluções nas lojas físicas em compras online e entregas no dia seguinte. «Estes serviços estão disponíveis em 11 dos seus 47 mercados, numa altura em que a concorrência oferece esses serviços há vários anos e até já evoluíram para opções mais rápidas e inovadoras», conclui.