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H&M parte para o (ciber)espaço

Há semanas, o grupo Hennes & Mauritz confirmou que, em 2017, as vendas de comércio eletrónico alcançaram os 29 mil milhões de coroas suecas (aproximadamente 2,9 mil milhões de euros), totalizando 12,5% das vendas. O que esperar de 2018? Segundo as previsões, a conquista do ciberespaço.

O canal online representou já 22% do lucro operacional do grupo H&M, segundo os dados da empresa divulgados pelo portal Retail Dive. Já as vendas no retalho físico somaram 203 mil milhões de coroas suecas ou 87,5% das vendas totais. A nova unidade de negócios da retalhista de moda rápida, que inclui as marcas Cos, Weekday, Cheap Monday, Monki, H&M Home, & Other Stories e Arket, arrecadou 17 mil milhões de coroas suecas ou 7% do total de vendas.

Os executivos do grupo sueco frisaram, entretanto, que 2018 será um ano «de construção», à medida que a Internet vai ganhando cada vez mais força e pertinência no seio do Hennes & Mauritz. Os executivos esperam que as vendas comparáveis em loja continuem em queda, devido ao pesado inventário que forçou remarcações de preços, mas o comércio eletrónico e as novas marcas, por sua vez, deverão crescer 25%. Espera-se que as vendas nas lojas recém-inauguradas cresçam aproximadamente 4%.

Entre 2019 e 2022, o grupo H&M perspetiva que as vendas das marcas novas subam pelo menos 25% ao ano, atingindo mais de 50 mil milhões de coroas suecas em 2022, com as vendas online a escalarem cerca de 20% ao ano, para os 75 mil milhões de coroas suecas em 2022.

Retalho online versus tradicional

O CEO Johan Persson pediu, por isso, paciência aos investidores. Os resultados alarmantes do final do mês de janeiro confirmaram que os lucros antes de impostos caíram 34% no último trimestre do ano fiscal terminado em novembro de 2017, para os 4,9 mil milhões de coroas suecas.

De acordo com o Bloomberg, o lucro operacional da marca teve uma queda geral de 14% no mesmo ano fiscal, resultando em 20,6 mil milhões de coroas suecas (2,1 mil milhões de euros). Também as ações da empresa sofreram uma dura queda em bolsa no último ano, superior a 40%.

Também em janeiro, a H&M confirmou a maior onda de encerramentos em duas décadas, com a marca sueca de moda a ponderar fechar 170 lojas. Ainda assim, o plano para os próximos anos envolve também a abertura de 390 novos pontos de venda. Segundo a H&M, a decisão está relacionada com a performance em cada região.

Ao mesmo tempo que divulgava as más notícias, a gigante sueca da moda rápida adiantou os planos da Afound – um Marketplace de moda com desconto. Além de artigos da H&M, a Afound vai ter também produtos de outras marcas do grupo Hennes & Mauritz, incluindo as mais recentes irmãs da H&M, a Arket (ver Nova marca da H&M aposta na transparência) e a Nyden (ver A marca milénio da H&M).