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H&M quer alargar sourcing

A H&M apresentou no final de janeiro os seus planos de expansão para o novo ano fiscal, no momento em que revelou os lucros e as vendas do quarto trimestre. Conforme já tinha anunciado, a Austrália e as Filipinas tornar-se-ão os novos países da H&M este ano e a África do Sul em 2015. A retalhista sueca divulgou que dois outros novos mercados estão previstos abrir no final do ano, mas não desvendou quais. A insígnia de moda também está a planear quatro novos mercados online em 2014. A França irá abrir na primavera/verão e estão previstos mais três «grandes» mercados online para o final do ano. A política de subcontratação da H&M tem estado, há muito tempo, no centro das atenções, mas os seus planos de rápida expansão levaram, mais uma vez, os observadores da indústria a questionar se a retalhista de moda poderá deslocar o aprovisionamento para mais perto dos seus principais mercados, particularmente África. Atualmente, a maioria das roupas da H&M é proveniente de fábricas na Ásia, especialmente do Bangladesh. Falando sobre os lucros da empresa, o diretor executivo Karl-Johan Persson disse aos analistas que poderá tratar-se mais de uma situação de expansão da capacidade, em vez de deslocação. «Estamos continuamente a analisar o aprovisionamento, da mesma forma como olhamos para tudo o resto na tentativa de melhorar a eficiência, novos mercados e novas formas de produzir. À medida que desenvolvemos as nossas operações de retalho, não é segredo que vamos abrir na África do Sul pelo que é natural olhar para o aprovisionamento na proximidade. No entanto, é sempre necessário olhar para a capacidade e crescimento, uma vez que temos planos muito ambiciosos para muitos anos vindouros. Portanto, não é uma questão da capacidade deslocar-se da Ásia para a África, é mais sobre a construção de ainda mais capacidade», explicou Persson. No ano passado, a H&M abriu 356 lojas, com a China e os EUA a serem os seus maiores mercados de expansão. Acrescentou cinco novos mercados: Chile, Lituânia, Sérvia, Estónia e franquias na Indonésia. Neste exercício, o grupo planeia uma adição líquida de cerca de 375 lojas, mais uma vez com a China e os EUA na linha da frente. «Vemos um grande potencial para expansão também noutros mercados, incluindo Rússia, Alemanha, Itália e Polónia. Estão previstas várias novas lojas próprias nas melhores localizações. A expansão global da H&M também ocorre online. Após o lançamento bem-sucedido da loja online H&M nos EUA no ano passado, o lançamento de novos mercados vai continuar este ano», afirmou Persson aos analistas. A H&M anunciou lucros no quarto trimestre que ficaram aquém das expectativas dos analistas e as margens foram consideradas «dececionantes». Os analistas apontam com preocupação a pressão da concorrência de outros retalhistas de vestuário de valor e o impacto negativo dos custos de entrada, com a consequente queda nas margens. O lucro antes de impostos ascendeu a 1,13 mil milhões de dólares, um aumento de 11% em relação aos 1,02 mil milhões de dólares do último ano. No entanto, este valor ficou abaixo das previsões dos analistas da Reuters na ordem dos 1,17 mil milhões de dólares. A margem bruta caiu para 60,8% a partir dos 61,6% registados no período homólogo do ano passado, principalmente devido ao efeito das taxas de câmbio.