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H&M recupera em setembro

As vendas comparáveis na Hennes & Mauritz retomaram o crescimento em setembro, após terem caído em agosto, aliviando os receios relativos ao impacto do abrandamento mundial na segunda maior retalhista mundial. A empresa sueca de vestuário divulgou que as vendas nas lojas abertas há um ano ou mais aumentaram 6% em moeda local em setembro, acima da média de 4% prevista pelos analistas de uma sondagem da Reuters. Isso em comparação com uma quebra de 4% em agosto, que a H&M culpou o tempo invulgarmente quente na Europa, onde tem a maioria do negócio. Os analistas esperavam já que algumas das vendas de vestuário de outono tivessem ganho ritmo num mês setembro mais fresco. «Tiveram um agosto terrível, por isso é bom ver que regressaram em setembro», afirmou o analista da DNB Markets, Haakon Aschehoung, que tem a classificação de “manter” nas ações da H&M. «Isso dá-nos mais conforto, o facto de não ter havido nada de estrutural, em termos de produtos que têm na loja ou o que quer que seja. Por isso penso que é um bom augúrio para os próximos meses», acrescentou. As vendas totais em setembro, o primeiro mês do quarto trimestre do ano fiscal da empresa, subiram 15% em comparação com o ano anterior, ligeiramente acima da previsão média revelada no final de setembro, que apontava para um aumento de 14%. «Tiveram uma semana com um tempo muito favorável no final de setembro», indicou Anne Critchlow, analista na Societé Générale. «Na verdade somos vendedores das ações por razões estruturais. Vemos que as margens brutas estão sob pressão. Mas para esses cinco dias de negócio, são boas notícias», explicou. O analista Richard Chamberlain, do Bank of America Merryll Lynch, destacou o facto de a H&M ter tido uma performance melhor do que a dos seus mercados principais, com um crescimento de 5% na Alemanha e na Suécia, enquanto nos EUA e na França registou um crescimento de 3% e 1%, respetivamente. «A H&M parece ter recuperado uma dinâmica de vendas no quarto trimestre que pode ter potenciais implicações positivas para as margens», referiu. «Pensamos que este melhor resultado de vendas em setembro pode colocá-la em terreno firme em relação ao seu plano de inventário e diminui a possibilidade de promoções excessivas mais tarde», acrescentou. A H&M, que está atrás da Inditex em valor e volume de negócios, assim como em número de mercados e lojas, revelou ter 2.669 lojas a 30 de setembro, em comparação com as 2.363 de um ano antes. No terceiro trimestre, os lucros da H&M falharam as previsões com as difíceis condições económicas e a uma onda de calor a manterem os consumidores longe e com a valorização da coroa sueca a afetar as margens. Já a Inditex registou lucros acima do esperado para o período entre fevereiro e julho, ajudada pelo crescimento no on-line e nos mercados emergentes.