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H&M sai da Rússia

A retalhista sueca, que em março suspendeu as vendas na Rússia, anunciou que se vai retirar gradualmente do país devido à invasão da Ucrânia. A H&M junta-se, assim, à lista de marcas que, desde o início da guerra, decidiram sair do mercado russo.

[©H&M]

«Após uma reflexão cuidadosa, vemos que é impossível continuar os nossos negócios na Rússia tendo em conta a situação», afirmou a diretora-geral da H&M, Helena Helmersson, em comunicado. Na estratégia de saída do mercado russo, a retalhista de moda prevê reabrir temporariamente as suas lojas, que foram encerradas dias após o início da invasão da Ucrânia, para vender o stock.

Segundo a H&M, esta retirada deverá custar-lhe um total de dois mil milhões de coroas suecas (cerca de 189 milhões de euros), incluindo uma redução da liquidez de cerca de mil milhões de coroas. As perdas da empresa serão contabilizadas nas contas do terceiro trimestre, de acordo com Helena Helmersson.

A H&M desembarcou na Rússia em 2009 e, no início de março, logo após o começo da guerra na Ucrânia, suspendeu a sua atividade no país, onde tem 168 pontos de venda que geraram 3,9% do volume de negócios.

[©H&M]
No segundo trimestre do ano, a empresa explicou que o encerramento das lojas na Rússia custou cinco pontos no seu crescimento. A H&M já indicou que o seu objetivo é «garantir um encerramento responsável das operações» e apoiar todos os seus colaboradores no país.

Com este movimento, a retalhista sueca junta-se a outras empresas internacionais que também deram um passo atrás no país após o início da guerra. É o caso da Nike, que rompeu o acordo com seu parceiro local e anunciou que não reabrirá as suas lojas estabelecimentos, e da Mango, que abandonou definitivamente as vendas diretas na Rússia e cedeu os estabelecimentos aos seus franchisados, assegurando desta forma o emprego aos 800 colaboradores.

As compras do stock para as lojas ficaram a cargo dos sócios da Mango, que também terão de controlar o seu transporte para a Rússia. Os contratos de arrendamento das lojas ficaram, também, a cargo dos franchisados.