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H&M vegan e virtual

A retalhista de fast fashion acaba de lançar uma coleção de moda virtual centrada em credenciais vegan. As peças da Co-Exist Story, que tem a aprovação da PETA, estão acessíveis para os jogadores de Animal Crossing da Nintendo e são a continuidade dos investimentos tecnológicos e sustentáveis da H&M.

Looop Island [©H&M]

As peças da coleção Co-Exist Story estão a ser lançadas juntamente com uma atualização da Looop Island da H&M no jogo Animal Crossing: New Horizons da Nintendo, que se torna, assim, num destino vegan-friendly para os jogadores.

A remodelada Looop Island reflete os valores vegan da coleção Co-Exist Story, uma linha de vestuário de homem, senhora e criança que não usa matérias-primas nem processos de origem animal e que tem a aprovação da PETA. De acordo com a H&M, as gamas de homem e senhora foram concebidas para serem usadas tanto durante o dia como nas saídas à noite, destacando-se silhuetas com grandes volumes, influências dos anos 90 e vestuário exterior funcional.

As peças incorporam alternativas mais ecológicas, como o isolamento Flwrdwn, da Pangaia, que é feito a partir de flores selvagens, um biopolímero e aerogel, que substitui as penas, e o couro à base de plantas Vegea, também da Pangaia.

«A coleção Co-Exist Story é o epítome do compromisso em curso da H&M para explorar alternativas inovadoras a têxteis derivados de animais, ao mesmo tempo que oferecemos aos nossos consumidores moda vanguardista», explica Ann-Sofie Johansson, consultora criativa da H&M.

Co-Exist Story [©H&M]
Na Looop Island estão disponíveis um casaco oversize, um cachecol em verde néon, um minivestido laranja com recortes, um colete com aspeto de couro e uma sweatshirt com slogan. A ilha virtual apresenta-se ainda como um santuário animal, sendo proibido pescar ou caçar, e os habitantes são animais que não foram prejudicados pela produção da coleção, como gansos, patos e vacas.

«Na H&M, estamos sempre à procura de novas formas de envolver os nossos consumidores e fãs com as nossas iniciativas ambiciosas de sustentabilidade. Ter o nosso primeiro desfile de moda no Animal Crossing para mostrar a nossa coleção vegan Co-Exist Story é o passo lógico no nosso conceito Looop Island, que foi concebido para encorajar os nossos consumidores a reutilizar, refazer e reciclar vestuário que não querem», afirma Pascal Brun, diretor de sustentabilidade da H&M.

Liderar a indústria do futuro

Numa entrevista ao Just Style, Alan Boehme, diretor de tecnologia do grupo H&M, que esteve presente na mais recente edição da Web Summit, considera que «a sustentabilidade, a inteligência artificial e as inovações em têxteis estão a permitir-nos reconstruir a indústria de amanhã. O grupo H&M quer assumir a liderança para trabalhar numa indústria mundial de moda onde a sustentabilidade e as novas tecnologias andam de mãos dadas. Usar os avanços tecnológicos vai também servir como impulsionador para o grupo H&M se tornar uma empresa ainda mais centrada no consumidor, onde surgem novas oportunidades de crescimento».

A empresa sueca, que além da H&M opera igualmente as marcas Cos, Weekday, & Other Stories, Arket, Monki, Afound, H&M Home e Singular Society, tem atualmente cerca de 4.000 pessoas a trabalhar em tecnologia, entre funcionários e consultores.

«Vamos continuar a explorar novas ideias e estamos sempre à procura de inovações que possam melhorar a experiência do consumidor, ao mesmo tempo que fazem o grupo avançar para entregar moda sustentável e inspiradora em todo o mundo», sublinha Alan Boehme.

H&M Mitte Garten x SPIN by lablaco [©Business Wire]
Entre os desenvolvimentos mais notáveis dos últimos tempos está o seu sistema de reciclagem, o H&M Looop, criado em parceria com o Hong Kong Research Institute of Textiles and Apparel, cuja versão para o retalho foi instalada numa loja na Suécia.

Mais recentemente, a H&M anunciou que a sua loja em Mitte Garten em Berlim e a fornecedora de blockchain de moda circular lablaco fizeram uma parceria num novo serviço de aluguer com blockchain com base na Internet das Coisas que permite aos consumidores alugar e trocar roupa dentro de um determinado conjunto. O novo serviço foi descrito como o primeiro do género e permite aos consumidores na loja fazerem a leitura de etiquetas de produtos selecionados com os seus smartphones, não apenas para seguirem o percurso individual dos artigos, mas também para acrescentarem memórias e histórias aos mesmos, fazendo o upload dos seus looks.