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Homens à solta em Milão

Depois de Londres e antes de Paris, a comunidade moda fez escala em Milão para conhecer as propostas de marcas como Prada, Armani ou Versace. Analisando as tendências-chave das coleções milanesas, o outono-inverno 2018/2019 no masculino será tudo, menos discreto.

De 12 a 15 de janeiro, a semana de moda masculina de Milão regressou para anunciar a próxima estação fria. Das peças acolchoadas da Prada aos veludos da Versace, os homens desfilaram ecléticos e esdrúxulos, sublinhando a força crescente do segmento de moda maculina.

Eis a seleção dos desfiles mais marcantes da semana, de acordo com o jornal The Guardian.

Anos 90 na Prada

Prada

Nas propostas dedicadas ao outono-inverno 2018/2019, a Prada prestou tributo à poliamida preta usada nas mochilas dos anos 1990. Quatro designers, incluindo o arquiteto Rem Koolhaas, foram convidados a criar um coordenado usando a poliamida e o resultado foi um desfile memorável que se tornou viral nas redes sociais. Os modelos usaram badges de identificação, sugerindo a ideia de um uniforme de trabalho, enquanto os estampados se cruzaram em camisas de manga curta.

Objetos quotidianos na Marni

Marni

O alinhamento da Marni evocou diferentes objetos familiares de outras eras, como televisores, fotografias e até carrinhos de choque. Os coordenados conjugaram diferentes texturas e cores, explorando os limites da sobreposição e a extensão de acessórios, como os cachecóis que tocavam nos pés.

Casa influencia moda da Versace

Versace

A fonte de inspiração da coleção pensada para a próxima estação fria foi a secção de artigos para o lar da marca, a Versace Casa, e os coordenados lembraram cortinas, almofadas e roupa de cama sem perderem o elevado grau de sumptuosidade na transição. Do lar para a passerelle, os veludos ricos dominaram em look total, com o xadrez e o estampado leopardo a intersetarem o alinhamento. Fatos de treino, cachecóis desportivos e acessórios inspirados pela cutelaria mereceram a atenção da comunidade moda.

Missoni inspira-se em Basquiat

Missoni

Motivada pela cidade de Nova Iorque nos anos 1980 e, particularmente, pelo trabalho do artista de street art Jean-Michel Basquiat, a Missoni apresentou uma coleção que explorou a cor em camadas de malhas e os jogos de padrões. Uma das peças em destaque no desfile usou 45 cores de fio. As sugestões da marca durante a semana de moda masculina de Milão incluíram ainda casacos de couro e estampado animal.

As viagens da Fendi

Fendi

Na Fendi, os modelos desfilaram à volta de uma passadeira de bagagens num hall de “chegadas” encenado. As roupas e acessórios à prova de água mostraram que a coleção aterrou num inverno chuvoso. O trabalho do artista famoso na rede social Instagram, Hey Reilly, surgiu nalgumas peças-chave da coleção.

A neve da Zegna

Zegna

As fotografias de paisagens cobertas de neve de Thomas Flechtner, que também trabalhou na parte cénica do desfile, inspiraram a coleção da Ermenegildo Zegna. A alfaiataria esteve, naturalmente, em destaque – na paleta, os tons de púrpura dominaram –, mas houve botas de montanha e estampados que imitavam as formas deixadas pela neve nas paisagens naturais.

93 coordenados em Giorgio Armani

Armani

Com um total de 93 coordenados, a coleção da Giorgio Armani pareceu não ter fim. O foco esteve na alfaiataria em materiais como o veludo, mas houve coordenados mais descontraídos com blusões bomber, calças largas com bolsos laterais e casacos com pelo falso.

Os reis da D&G

“King’s Angels” foi o nome dado pela dupla Domenico Dolce e Stefano Gabbana ao alinhamento que teve um toque régio e um alvo declarado: os millennials. A coleção destacou os fatos em jacquard, os roupões de caxemira, sobretudos com brocados e acabamentos em pelo de raposa. Nos padrões, venceram os florais.