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Hozar controla «Boxer Shorts»

A Brasopi, mais conhecida por Boxer Shorts , foi adquirida pela Hozar, a sua maior franqueadora, por dois milhões de contos. Depois de um aumento de capital da Brasopi de dois para quatro milhões de euros, a Hozar comprou a empresa e passou a ter o seu controlo com 51%. Antes desta aquisição, a Brasopi decidiu reduzir o capital de cinco para dois milhões de euros, para «limpar» a empresa dos resultados transitados. Este negócio implicou a constituição da Hozar SGPS, onde entraram a Caixa Capital e a IPE Capital. Os 33,3% dos capitais de risco, repartidos equitativamente, são fruto de um aumento de capital na Hozar SGPS de 3 para 4,2 milhões de euros. A família Marques Pinto, fundadora do negócio, o BPI e o FIEP (Fundo para a Internacionalização das Empresas Portuguesas), viram assim as suas posições reduzidas para metade: 28%, 16% e 5%, respectivamente. Na opinião de Nuno Gonçalves, presidente da Hozar SGPS, a Brasopi desenvolveu uma «estratégia de internacionalização muito ambiciosa, que não correu bem», e a falta de «know-how» e capacidade financeira acabaram por ser também inimigos. Neste projecto estavam envolvidos cerca de 4,5 milhões de euros. Esta situação fez com que fossem tomadas novas regras pela empresa detentora da Boxer Shorts, que decidiu encerrar as três lojas em Inglaterra e uma na Bélgica. A Brasopi conta com 29 lojas «Boxers Shorts by Throttleman» em Portugal, e espera-se que sejam inauguradas mais três até ao final do ano; destas, 20 situam-se em Portugal e três no país vizinho. No ano passado, a empresa facturou cinco milhões de euros e prevê-se que este ano, as vendas atinjam os seis milhões de euros sendo o lucro pela primeira vez, zero. Nuno Gonçalves adianta que a nova estratégia de internacionalização passa principalmente pela consolidação da marca no mercado ibérico, estando para isso a «adquirir lojas franqueadas, no sentido de obter um maior controlo da rede». Neste sentido irá investir-se até ao final do ano 1,5 milhões de euros na abertura de novas lojas, aquisição de lojas franqueadas e remodelação das mesmas. O principal objectivo é «abandonar o estigma dos boxers» e vestir o homem dos pés à cabeça. Para isso é necessário centrar a actividade na marca «Throttleman» – o nome escolhido para os mercados externos – e abandonar o conceito «Boxer Shorts».