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Hugo Boss é jóia da Coroa

O gigante italiano Marzotto, detentor de marcas mundialmente conhecidas como a Hugo Boss ou a Marlboro Classics, apresentou um aumento de resultados do grupo de 71%, estabelecendo-se em cerca de 26 milhões de contos, e já teve um aumento nas vendas de cerca de 20% no decorrer dos dois primeiros meses deste ano.

 

O resultado operacional aumentou, e as vendas consolidadas atingiram os 321 milhões de contos.

 

O fenómeno Hugo Boss é em grande parte o responsável pelos valores atingidos pelo grupo. A filial alemã de pronto a vestir masculina alcançou um volume de negócios na ordem dos 183 milhões de contos. O ano de 2001 é mais uma etapa para o grupo alemão, que prevê a abertura  ainda este ano de mais  duas lojas com mais de 800m2, uma em Hamburgo e outra em Nova Iorque (o mercado americano totaliza hoje em dia mais de 22% das suas vendas a nível mundial).

 

Esta filial ocupa-se hoje em dia de todas  as linhas de pronto a vestir do grupo, à excepção da Hugo Boss que é dotada das suas próprias estruturas como a Marlboro Classics, a Borgofiori, ainda as licenças M de Missoni e Gff Gianfranco Ferré, Gianfranco Ferré Studio e Gianfranco Forma. Em 2003, a Marzotto corre o risco de perder licenças de pronto a vestir feminino que o ligam à Gianfranco Ferré, resgatada pelo grupo Gtp Holding, pouco antes do Natal.

 

Decididamente, o território experimental escolhido pela Marzotto para testar um novo conceito multimarca para as linhas femininas do grupo (Borgofiori, Marlboro Classics, M de Missoni e por enquanto as licenças Gianfranco Ferré) vai ser a França. A abertura da primeira loja está programada  para o fim de Agosto em Paris, e terá cerca de 170 m2. «Se este teste for proveitoso, as multimarcas deste tipo serão instaladas em França e também no resto da Europa, para assim nos permitir criar uma verdadeira rede de distribuição selectiva», afirma Christophe Bosc, que acompanhou a criação do conceito. 

 

O grupo pretende no entanto multiplicar os seus contratos a nível de vestuário, chegando mesmo a surgir o rumor de uma aproximação com o LVMH, que foi no entanto desmentida pelos responsáveis do grupo. Ainda assim, o seu presidente Innocenzo Cipolleta, diz-se interessado em novas aquisições.