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Hugo Boss impressiona

A gestão e os accionistas da Hugo Boss têm muitas razões para sorrir. Não só pelos resultados extraordinários atingidos no terceiro trimestre do ano, mas também pelas perspectivas que dão como muito provável o atingir das metas traçadas até 2015. Quem manifestou esse contentamento e confiança foi Claus-Dietrich Lahrs, presidente-executivo da empresa. Para Lahrs, as metas traçadas pela Hugo Boss estão com uma execução bastante positiva e a expansão no segmento do retalho e nas operações internacionais são realidades cada vez mais sólidas. O alento que se sente na casa de moda alemã vem, assim, dos seus resultados do penúltimo trimestre do ano. Período onde os lucros líquidos saltaram 79% para os 92 milhões de euros, ajudados pelo crescimento de 19% das vendas para os 538 milhões de euros e pela redução de custos que a empresa tem vindo a conseguir. Do lado da despesa, os ganhos da Hugo Boss têm vindo a ser conseguidos com a optimização das operações produtivas e de subcontratação, logísticas e de suporte graças à forte aposta da empresa no sistema SAP que gere de forma transversal o seu negócio. Em termos de crescimento das vendas, o executivo referiu que este se tinha registado em todo o espectro de negócio da empresa. Isto é, cresceram quer a nível de geografias, quer a nível de categorias de produto e marcas. Além da excepcional performance operacional registada, os rácios financeiros também melhoraram significativamente. Numa altura de investimento forte na sua expansão, a Hugo Boss conseguiu libertar fundos para reduzir 15% à sua dívida. Dívida essa que se situa em torno dos 265 milhões de euros. Na divulgação de resultados, a empresa alemã aproveitou para reafirmar as suas previsões para a totalidade do corrente ano. As vendas deverão crescer em torno dos 5% e os resultados operacionais deverão subir cerca de 20%. O plano estratégico da Hugo Boss prevê que esta atinja os 2.500 milhões de euros até 2015. Um crescimento de 900 milhões de euros face às vendas registadas em 2009 e que pressupõe um crescimento médio anual na ordem dos 8%. Os resultados operacionais deverão crescer em média 11% por ano até atingirem os 500 milhões de euros no final de 2015.