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Hugo Boss já veste a fábrica do futuro

A multinacional alemã Hugo Boss está a trabalhar em sistemas que detetem erros antes que aconteçam e que otimizem o espaço nas unidades produtivas.

A fábrica do futuro vai ser um hub de tecnologias interligadas e com trabalhadores conectados. A Hugo Boss está já a trabalhar neste conceito a toda a velocidade e Joachim Hensch, diretor-geral da área das indústrias têxteis na multinacional alemã, afirmou, no iTechStyle Summit’18 (ver iTechStyle Summit com os olhos postos em 2019), que há um admirável mundo novo no sector da produção. «As fábricas só usam 8% do espaço, o resto é ar e os robots não têm que trabalhar na horizontal», revelou Hensch.

Estas alterações de paradigma obrigam a um plano que nem sempre tem correspondência com o que existe no mercado. «Construímos as nossas próprias máquinas se não encontrarmos os equipamentos adequados», afirmou o diretor-geral da área das indústrias têxteis da Hugo Boss. Além disso, os executivos da gigante alemã que atua no sector da moda acreditam num sistema em que os funcionários conseguem «aprender por si próprios», garantiu Joachim Hensch.

A forma de funcionar destas unidades do futuro será diferente das que existem atualmente. «Na produção, quando acabar qualquer coisa, carrega-se num botão e a área do stock manda entregar», explicou Hensch, e para o fazer pode-se recorrer, por exemplo, a drones, que serão uma presença cada vez mais corrente nas unidades produtivas.

Com as máquinas a terem competências semelhantes às humanas, o trabalho será também mais automatizado. Aliás, estes equipamentos, aliados a sistemas de inteligência nas fábricas que caminham para uma maior sofisticação, irão permitir detetar os erros à medida que acontecem, ou mesmo antes. «Os robots também podem ser apenas digitais. Fizemos um piloto em sistemas de qualidade e conseguimos determinar quem faria que erros e em que produto no dia seguinte», com um grau de fiabilidade elevado, assegurou Joachim Hensch.

O diretor-geral das indústrias têxteis da Hugo Boss não acredita, todavia, na teoria mais tradicional de que, com a proliferação de robots, os empregos da área produtiva ficam em risco. «Os empregos de escritório é que estão em perigo. Temos uma fábrica que produz coisas e outra que gera dados. E o sistema vê logo os erros e não só no dia seguinte. Por isso, deixa de se precisar de hierarquia», concluiu.