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Hugo Boss reforça aposta online

A marca de moda alemã revelou recentemente que a melhoria do seu negócio online será uma das prioridades de 2017, numa altura em que a Hugo Boss espera evitar outro declínio nas vendas e cimentar a recuperação na China, onde conseguiu mudar o seu negócio depois de baixar os preços.

Jogadores de luxo como a LVMH, Richemont e Burberry assinalaram também incrementos de procura na China continental nos últimos meses, além de melhorarias nos gastos dos turistas noutras regiões, adianta a Reuters.

Desde que assumiu a posição de CEO da Hugo Boss em maio passado, Mark Langer, antigo CFO do grupo, tem procurado reduzir os custos renegociando rendas, encerrando lojas, cortando marcas e transferindo os investimentos de marketing para o vestuário masculino.

A Hugo Boss anunciou que economizou mais de 100 milhões de euros em custos e investimentos em 2016 e que continuará a manter um controlo rigoroso das despesas ao longo do corrente ano, ajudado pelas renegociações de rendas e pelo fecho de lojas deficitárias.

Langer reduziu também os preços na China para aproximá-los dos níveis europeu e norte-americano, ajudando as vendas a crescerem quase 20% ​​no quarto trimestre.

A Hugo Boss espera que as vendas ajustadas em moeda corrente permaneçam estáveis ​​em 2017, depois de registar uma queda de 4% no ano passado, para os 2,69 mil milhões de euros, com as vendas online a caírem 9%, para os 76 milhões de euros, menos de 3% do total.

Contudo, a empresa espera que o lucro líquido e o lucro por ação aumentem a uma taxa percentual de dois dígitos este ano, depois de o lucro líquido ter caído 39%, para os 193,6 milhões de euros, em 2016.

Investida online

Os analistas esperam que as transações online representem 20% de todas as vendas de luxo dentro de uma década, muito acima dos 7% a 8% atuais. «As lojas online e de retalho devem estar mais intimamente ligadas entre si», afirmou o diretor de vendas da Hugo Boss, Bernd Hake, aos jornalistas.

A empresa planeia, por isso, lançar serviços como “compre online e recolha em loja” em toda a Europa até ao final do ano. As vendas de comércio eletrónico da Hugo Boss foram interrompidas em 2016 devido a uma tentativa de responder diretamente às encomendas na Europa, em vez de através de um parceiro, e para o relançamento do website, mas a empresa antecipou um regresso ao crescimento em 2017.

A Hugo Boss planeia também mais investimentos em marketing, prevendo uma distribuição de 70% do orçamento para o online e apenas 30% para o papel em 2017, em comparação com uma distribuição de 50/50 há dois anos. A comunicação digital foi um importante motor da recente recuperação da marca na China, indicou a empresa, observando um grande salto em seguidores nas redes sociais locais WeChat e Weibo no decorrer de 2016.