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HydroMask alerta para perda de eficácia

O projeto promovido pelo CeNTI e pela Oldtrading incorpora um sistema de deteção de humidade, com pigmentos hidrocrómicos que mudam de cor quando a máscara precisa de ser substituída. A investigação da HydroMask deverá ficar concluída até ao fim do ano e a expectativa é de que chegue ao mercado em breve.

[©CeNTI]

A HydroMask pretende ser «uma máscara de proteção facial inovadora, com acrescidas propriedades de sinalização», afirma o CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes em comunicado.

«A máscara incorporará um sistema em que, na face externa, ocorrerá uma mudança percetível da cor desse mesmo sistema e indicará ao utilizador o momento em que deverá substituí-la, sob pena da sua eficácia poder ficar comprometida», revela.

Em concreto, «a máscara tem um sistema baseado em pigmentos hidrocrómicos [que mudam de cor em contacto com água em estado líquido] que é acoplado à parte externa da máscara, onde uma mudança percetível de cor indicará a altura correta para o utilizador a substituir», explica David Ramada, coordenador do projeto HydroMask, em declarações à Rádio Universitária do Minho.

A investigação está atualmente a ser feita por duas vias: «a incorporação destas partículas em fibras têxteis e também estamos a desenvolver um revestimento com propriedades hidrocrómicas, utilizando esses tais pigmentos hidrocrómicos», aponta David Ramada.

Ainda numa fase de protótipo, a investigação e desenvolvimento da máscara, que representa um investimento elegível superior a 144 mil euros e conta com o apoio financeiro do Norte 2020, no valor de 115 mil euros, deverá ficar concluída no final do ano, prevendo-se que chegue ao mercado «brevemente».

[©CeNTI]
A produção será feita pela Oldtrading, uma empresa especialista em seamless sediada em Vila Nova de Famalicão.

Com o aumento do número de infetados por Covid-19 em Portugal e com o mundo a enfrentar a segunda vaga da pandemia, o CeNTI, que conta com mais de 100 colaboradores, destaca a importância das «soluções tecnológicas inovadoras e eficazes que reforcem a defesa dos profissionais e da comunidade em geral» no combate à pandemia.

Neste âmbito, o CeNTI e a Oldtrading estiveram igualmente envolvidos no projeto SenseBreath, que tem como objetivo criar um sensor descartável incorporado numa máscara que seja capaz de identificar alterações e desvios aos padrões normais de respiração do utilizador e, dessa forma, atuar mais rapidamente em caso de contaminação pelo coronavírus SARS-CoV-2. O CeNTI participou ainda no desenvolvimento de uma viseira de proteção com propriedades antivíricas e anti-embaciamento.