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Idade maior

O Jornal Têxtil acaba de celebrar 18 anos ao serviço da indústria têxtil e vestuário portuguesa, num percurso de 198 edições a promover e divulgar o melhor do sector e da moda, aquém e além-fronteiras. E essa missão vai continuar até, como já diz o fado, a voz nos doa.

Em julho de 1997, o projeto do Jornal Têxtil arrancava pelas “mãos” do então Cenestap. No número zero, Gaspar Sousa Coutinho, então presidente do conselho de administração do Cenestap, foi claro quanto à missão do Jornal Têxtil. «Temos consciência da grandeza do desafio que enfrentamos, não só resultante da grande complexidade do tecido industrial têxtil onde se complementam empresas de produtos industriais com empresas de produtos de consumo, mas também pela instabilidade do meio envolvente, fruto de uma irreversível e rápida globalização da economia mundial Estimula-nos a certeza da imprescindibilidade que uma informação atempada e de qualidade representa na tomada de decisão», escreveu no editorial (ver aqui).

O Jornal Têxtil prosseguiu esta mesma vocação ao longo dos anos. Não está igual ao que foi nessa primeira edição, mas também a indústria têxtil e vestuário que espelha mudou ao longo dos últimos 18 anos. Tal como as empresas, adaptou-se à nova realidade, tornou-se mais atrativo, procurou melhorar a cada edição e, dessa forma, bem servir os profissionais do sector, proporcionando-lhe a informação e o conhecimento que acresça, hoje ainda mais do que ontem, a sua competitividade num mundo definitivamente globalizado.

Em 2006, com a dissolução do Cenestap, fez uma pequena pausa e três meses depois, em dezembro desse mesmo ano, seria relançado pelas associações sectoriais ATP e ANIVEC para prosseguir o trabalho realizado. «O Jornal Têxtil era um excelente produto de comunicação, além de ser uma forma privilegiada de promover o que de bom se faz no sector junto da opinião pública em geral, na qual os profissionais da nossa actividade encontravam não apenas o noticiário especializado e actualizado, mas igualmente peças de jornalismo de investigação, focalizado na temática têxtil e moda, que muito os ajudavam nas suas reflexões estratégicas e avaliação dos mercados. (…) fazia pois todo o sentido que o Jornal Têxtil fosse relançado, indo assim de encontro ao desejo e expectativas das empresas e dos seus habituais leitores», afirmou, nessa edição,  Paulo Nunes de Almeida, na altura presidente da ATP, numa entrevista conjunta com Orlando Lopes da Cunha, presidente da ANIVEC à data, que reforçou, por seu lado, que «a ITV é um dos mais importantes sectores económicos portugueses e como tal não pode deixar de ter voz própria» (ver Unir esforços em prol da ITV).

Desde então passaram-se mais nove anos e o Jornal Têxtil continua a ser a voz da indústria têxtil e vestuário, onde as empresas encontram a informação fundamental ao seu negócio, dos mercados às tendências, das feiras aos desfiles, da inovação à gestão, abarcando toda a fileira, das fibras ao vestuário, com passagem obrigatória pelos fios, tecidos, têxteis-lar e têxteis técnicos. Tudo para si!