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Idepa otimiza produção

A especialista em fitas e etiquetas está a implementar um projeto kaizen para otimizar a produção e outras atividades do quotidiano. Na internacionalização, o continente americano é uma prioridade para a Idepa.

A Idepa está a reorganizar e a otimizar a sua atividade através da implementação de um projeto kaizen nas instalações em que opera, em São João da Madeira. Nuno Almeida, coordenador de vendas da empresa, revelou, na última edição do Modtissimo, que está bem encaminhado o objetivo de colocar em funcionamento esta técnica japonesa, usada em várias empresas para que os processos do dia a dia sejam mais simples e organizados. «Já passamos a fase de implementação. Estamos a trabalhar com os métodos. Por acaso achei que as coisas iam ser mais difíceis, mas as pessoas até aceitaram bem», incluindo no chão de fábrica, onde está a maior percentagem de trabalhadores.

A empresa, especialista em etiquetas tecidas e impressas, fitas e elásticos, conta já com 53 anos de história e está com os olhos no futuro, nomeadamente na área industrial. «Temos que acelerar o crescimento e o alargamento acontecerá sempre a nível de instalações. Mas ainda não temos nenhum plano definido», afirmou Nuno Almeida.

Anualmente, a Idepa faz 63 milhões de etiquetas e 18 milhões de metros de fita, indicou o gestor. E, para 2018, as previsões são boas, com um potencial aumento em «dois dígitos na produção, que vai acompanhar uma subida de faturação», anunciou Nuno Almeida. Para o sucesso dessa estratégia contribuiu também a aposta numa área técnica, que abrange as fitas e os elásticos, mas mais ligada a produtos como capacetes e mochilas.

Face ao desenvolvimento deste segmento, a Idepa está também atenta à evolução de negócios na Europa e América do Sul, garantiu Nuno Almeida. «São mercados muito grandes. E a minha análise não é única, os outros também já lá chegaram. Muitas vezes apostar em mercados grandes ajuda-nos a trazer alguma dimensão às nossas produções, a ter uma cadência maior, uma produção contínua e um melhor proveito, entre o trabalho e a parte da venda», adiantou Nuno Almeida.

Aliás, na América do Sul há uma grande apetência para a compra de produtos à Europa. «Eu uso essa máxima, quando estamos a investir nesses mercados. Chegamos e eles gostam, por estarem a comprar na Europa e não na fábrica do lado», realçou o coordenador de vendas.

A Idepa não exclui uma aposta nos EUA, mas com precaução. «É um mercado difícil e inclusivamente já tivemos participações em feiras e é complicado. Há dificuldades de entrada, mas gostávamos [de lá estar]», explicou Nuno Almeida.

O coordenador de vendas da Idepa apontou ainda outros problemas nesta região, que pede grandes quantidades e tem uma relação complicada com a Ásia. «As condições do mercado, que já existem há muitos anos e com outros presidentes, condicionam mais do que a situação política», salientou Nuno Almeida, desvalorizando o impacto da governação de Donald Trump. O coordenador de vendas da Idepa está mais preocupado com a situação da Catalunha. «O futuro pode ser complicado. A nível de clientes sei que há alguns que têm um plano B, que inclui sair da região. Mas, se isso acontecer, influencia Espanha e nós trabalhamos muito para lá», esclareceu o gestor.

A Idepa exporta cerca de 50% da produção e possui 160 trabalhadores. «Fomo-nos adaptando às novas exigências do mercado e somos uma das principais empresas fornecedoras de acessórios em Portugal», concluiu Nuno Almeida.