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Idepa reinventa-se diariamente

Mantendo-se fiel ao lema de que o acessório é essencial, a Idepa prosseguiu nos últimos meses a sua atividade de desenvolvimento de produto para várias áreas de negócio. A quebra no branding foi compensada pelos artigos mais técnicos e a expectativa é que o fim dos confinamentos dite uma maior normalidade na procura.

Nuno Almeida

«Desenvolvemos todos os dias», garante Nuno Almeida, coordenador de vendas da Idepa. «O nosso slogan diz que o acessório é essencial e o nosso cliente percebe isso. Temos essa disponibilidade e os nossos comerciais todos os dias procuram oportunidades e novos negócios. A própria turbulência no mercado obriga a isso, porque temos de nos reinventar e criar coisas novas», explica ao Portugal Têxtil.

A inovação é uma prioridade para a especialista em fitas e etiquetas, que divide a sua atividade pelo branding, automóvel, promocional, artigos técnicos para as indústrias náutica, aeroespacial, mobiliário, desportos outdoor e segurança, e fios recobertos. «Tentamos arranjar soluções mais simples, mais práticas, mais ecológicas, mais amigas do ambiente, mais personalizáveis. É uma guerra constante, no bom sentido», afirma o coordenador de vendas da Idepa.

A empresa teve também de se adaptar à realidade de servir um cliente fisicamente distante, por motivos sanitários. A comunicação digital, que tinha já vindo a ser implementada, tornou-se mais próxima, recorrendo às ferramentas disponíveis, e «enviamos cada vez mais amostras, para que o cliente interaja com a amostra e se continue a comunicação», assegura Nuno Almeida.

Da mesma forma, a estratégia tem de ser afinada quase diariamente, face às mudanças constantes. Por exemplo, «o início do ano começou com alguma liberdade de movimento e depois [do novo confinamento] tivemos que trabalhar a nossa estratégia novamente», explica o coordenador de vendas.

Esperança em 2021

A expectativa, contudo, é que a partir de abril haja maior movimentação na indústria, especialmente na área da moda. «As grandes marcas têm as suas lojas em espaços que estão, neste momento, encerrados, quem vende para lojas multimarca tem um problema, porque as lojas estão fechadas e não compram a coleção. Espero que a confusão venha agora a 5 de abril – toda a gente vai querer tudo para ontem. Tenho alguns indicadores, não científicos, mas lógicos, de que isso vai acontecer», revela Nuno Almeida, que sublinha que «estou preparado para quando isso acontecer».

O ano passado foi de manutenção para a Idepa, graças à área mais técnica, como as fitas para cadeiras de bebé. «Começámos a trabalhar noutros projetos que vieram encaixar numa perda mais notória na parte da confeção, porque a confeção não está parada, mas está com algumas dificuldades de arranque», resume o coordenador de vendas da empresa. Também a área promocional, com fitas para eventos, sofreu no ano passado. «Tivemos abrandamentos numas áreas e aumentamos noutras. Equilibramos», aponta.

Para 2021, Nuno Almeida espera uma espécie de “ano zero”, potenciado pelo alívio da pandemia com a vacinação. «Depois das crises vêm sempre oportunidades e as pessoas ganham novamente esperança. A esperança é um motor – não paga contas, mas é um motor para uma dinâmica que vai levando o resto atrás», justifica. No entanto, ressalva o coordenador de vendas, «vamos ter um caminho com alguma dificuldade, vamos todos ter que nos readaptar novamente. Mas é importante as pessoas se vacinarem, começarem a retomar a vida normal e terem esperança. E a economia é uma grande parte do bem-estar das pessoas».