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Imagem de luxo

A Saks Inc não vai baixar os preços para marcas de luxo como Prada e Christian Dior, o que, segundo a empresa, poderia impulsionar as vendas em período de recessão económica. Apesar das condições de mercado, a Saks reafirmou que não irá pôr em perigo a sua imagem e acredita que será capaz de ultrapassar esta época complicada, em que a concorrência está a aumentar ferozmente, sem reduzir os preços para artigos de luxo seleccionados. A empresa de 84 anos, que compete com rivais como o Neiman Marcus Group Inc ou a Nordstrom Inc, argumentou que não voltará a recorrer aos grandes descontos efectuados na época de festas de 2008, durante a qual a empresa efectuou reduções de preços até aos 75% que agitaram toda a indústria. Mas esta intransigência resulta também do facto da gama de preços ser agora mais alargada, significando que há artigos disponíveis em loja com preços mais baratos, segundo o director-executivo da Saks, Steve Sadove. O que estamos a concluir é que o nosso consumidor está a gravitar em redor das melhores peças, mas está também a baixar um pouco os seus padrões por causa dos bons preços», afirmou Sadove. A Prada, por exemplo, está agora a vender carteiras a 700 dólares, quando anteriormente o seu preço mais baixo era de 1.000 dólares Na Christian Dior, a carteira mais barata custava 1.500 dólares. Se olharmos para a colecção de Outono, encontraremos uma carteira da Christian Dior à venda por 950 dólares», acrescentou. O que se vê agora é uma variedade e um alargamento do mix de produtos que a Prada ou a Chanel oferecem. Uma ampliação da gama de preços dentro da própria marca», explicou o director-executivo da Saks. Retalhistas como a Saks – que opera 53 lojas Saks Fifth Avenue – estão a lutar para contrabalançar o declínio nas vendas depois de uma época festiva particularmente difícil em 2008. A empresa registou prejuízos de 98,8 milhões de dólares (74,42 milhões de euros) no quarto trimestre, terminado a 31 de Janeiro, em comparação com os lucros de 39,5 milhões de dólares registados em igual período no ano anterior. Os consumidores que normalmente gastavam despreocupadamente nas lojas de gama alta estão a restringir o consumo, com o desemprego a subir para níveis de há 25 anos atrás e com a restrição no acesso ao crédito. A turbulência nos mercados bolsistas também não tem ajudado, de acordo com os analistas. Sadove revelou ainda que a Saks irá continuar a oferecer os mesmos nomes de marca, mas explicou, contudo, acreditar que cerca de 10% dos produtos irão ter preços mais baixos e longe do topo de gama. é muito importante, no entanto, que as pessoas percebam que não podemos mudar quem somos. Um erro que a Saks cometeu durante alguns anos foi ser esquizofrénica em termos do que defendia. é importante que a Saks continue a ter uma imagem de luxo», concluiu o director-executivo.